Missionário da Consolata na Colômbia e no Equador...

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

1º dia da Novena Missionária (com esquema e vídeo)

A Campanha Missionária: Origens, Sentido, Destinação, e Sua Sintonia com a Campanha da Fraternidade

Preparação do ambiente, acolhida e abertura, (clique aqui).
Se possível, colocar em destaque o cartaz da Campanha Missionária 2010.

Coordenador: No dia 14 de abril de 1926, atendendo ao pedido de um grupo de seminaristas, o Papa Pio XI instituiu o Dia Mundial de orações e contribuições para a Missão universal da Igreja. Ele próprio, numa celebração em Roma, após a homilia, tirou seu solidéu (aquele gorro branco do Papa), e, fazendo-o passar entre os cardeais e bispos presentes, realizou uma Coleta para as Missões. Foi um gesto profético do Papa, que hoje repetimos todos os anos no penúltimo domingo de outubro, Dia Mundial das Missões.

Leitor 1: A Campanha Missionária tem por objetivo:
- conscientizar os católicos de que a Igreja é, por sua natureza, missionária (Decreto Conciliar Ad Gentes, nº 2);
- recordar a todos que “a Missão que Jesus confiou à sua Igreja está apenas no começo” (Carta Encíclica Redemptoris Missio, nº 1), visto que dois terços da população mundial ainda não sabe que Jesus é nosso Salvador;
- incentivar a Cooperação Missionária espiritual (por meio de orações e sacrifícios pelas Missões), material (com a Coleta Missionária anual) e pessoal (pelo surgimento de vocações e envio de missionários).

Leitor 2: Nos últimos anos, dentro do possível, a Campanha Missionária tem estado em sintonia com a Campanha da Fraternidade de cada ano. Vejamos os temas anuais das duas campanhas nos últimos anos:
Ano Campanha da Fraternidade Campanha Missionária
2002 Fraternidade e Povos Indígenas Missão e Povos Indígenas no Mundo
2004 Fraternidade e Água Dá-Me de Beber
2005 Solidariedade e Paz A Missão a Serviço da Paz
2007 Fraternidade e Amazônia Deus Ama sem Fronteiras: da Amazônia para o Mundo
2008 Fraternidade e Defesa da Vida Vida para Todos os Povos
2009 Fraternidade e Segurança Pública Enviados para Anunciar a Boa-Nova
2010 Fraternidade e Economia Missão e Partilha
Observe que sempre se parte da realidade local, ampliando-se os horizontes para a universalidade da Missão.

Leitor 3: A Campanha Missionária é promovida e coordenada pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM), às quais todos os anos as dioceses encaminham o total das Coletas de todas as suas comunidades. Por sua vez, as POM colocam o total das Coletas do país inteiro à disposição do Fundo Universal de Solidariedade Missionária, e, dali, os recursos são distribuídos para atender às necessidades missionárias do mundo inteiro, mediante projetos que são enviados, avaliados e aprovados pela Assembleia Geral das POM, em Roma.

Leitor 4: A partir deste ano, no Brasil, a Campanha Missionária será feita em conjunto com a Comissão para a Amazônia, da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), uma vez que a Assembleia Geral da CNBB aprovou, em 2009, a realização da Semana Missionária para a Amazônia na última semana de outubro.

Fato da vida
Pode-se, neste momento, assistir ao vídeo 1 do DVD.

De Escravo a Missionário
Nomuka é uma das Ilhas Tonga, e até alguns anos atrás era pouco habitada.
Sua pequena população vivia em constante sobressalto e grande medo, porque piratas desembarcavam na ilha e aprisionavam os jovens mais robustos, rapazes e moças, para vendê-los como escravos a outros povos. E esse foi o destino de Tampiko: menino corajoso, que não se deixou amedrontar depois de sofrer a escravidão.
Um dia, enquanto colhia cocos, foi sequestrado e levado como escravo. Viveu como tal em Nukualofa, capital das Ilhas Tonga. Cresceu e teve a sorte de encontrar um missionário francês que lá trabalhava, o qual o resgatou, dando-lhe a possibilidade de estudar. Tampiko, porém, nunca esqueceu a sua gente. Um dia perguntou ao missionário:
– Por que não vamos a Nomuka? Lá também existe gente que precisa conhecer Jesus.
– Por enquanto não posso – respondeu o missionário. Esperamos que chegue mais alguém para ajudar-me.
Tampiko ficou pensativo, depois acrescentou:
– Padre, se o senhor quiser, eu posso ajudá-lo. Leve-me a Nomuka.
Depois de algum tempo, Tampiko viu realizado seu sonho. O missionário alugou um barco e partiu com ele e outros amigos em direção a Nomuka. Chegaram lá, quando o Sol já se escondia. Foi sorte, pois os habitantes de Nomuka haviam aprendido, à própria custa, a desconfiar de todos os que se aproximavam, especialmente brancos.
Tampiko levou consigo somente algumas roupas, o livro do Evangelho, figuras e imagens para ajudar os seus conterrâneos a conhecer Jesus. Antes de tomar o caminho de volta, o missionário disse a Tampiko:
– Volto daqui a um mês. Adeus e boa sorte!
Passado um mês, o missionário cumpriu a promessa. Numa clara manhã se viu, ao longe, um barco com as velas enfunadas. Parecia que os ventos tivessem mudado de direção só para ajudá-los. Na praia, uma pequena multidão que, ao ver um barco aproximar-se, gritou em voz alta:
– É um branco! É um dos que roubaram nossos filhos! Agarremo-lo e lancemo-lo ao mar!
Mas, de repente, ouve-se uma voz conhecida:
– Padre! O senhor cumpriu a promessa! Que bom!
Enquanto isso fala à multidão alvoroçada:
– Não façam nada a ele! É um missionário! Foi ele que me livrou da escravidão!
Depois de acalmada a multidão, Tampiko chamou alguns homens fortes e, com água até à cintura, foram até o barco para carregar nos ombros o missionário.
Quando chegaram à terra firme, Tampiko falou demoradamente, explicando a todos quem era de verdade aquele branco, e que o Jesus do qual ele havia falado a todos durante o mês que passara entre eles havia sido anunciado por aquele homem.
O missionário não era um mercador interessado em enriquecer com a venda de pessoas, mas um enviado de Jesus Cristo para fazer o bem a todos.
Foi assim que, graças à coragem do jovem Tampiko, o Evangelho começou a ser anunciado naquelas ilhas perdidas do Oceano Pacífico.
(Sem Fronteiras, jan./fev. de 1985, p. 20 e 21)

Canto ou refrão de aclamação
Palavra de Deus: Mt 28,16-20.
Partilha:
- Se vocês viram o vídeo, o que mais lhe chamou a atenção. Por quê?
- De qual ponto do testemunho de Tampiko você gostou mais? Por quê?
- Que podemos fazer para anunciar o Evangelho a todos os povos?

Canto: Alma Missionária (ou outro).
Preces:
Coordenador: Elevemos a Deus nossos pedidos, por nós mesmos e pelas necessidades missionárias do mundo todo. No final de cada prece, diremos:
Senhor, escutai a nossa prece!
1. Para que as pessoas que migram sejam missionários nos lugares para onde forem, rezemos ao Senhor.
2. Para que tenhamos coragem de dar testemunho de nossa fé, rezemos ao Senhor.
3. Pelos missionários do mundo inteiro, rezemos ao Senhor.
Preces espontâneas.
Rezemos, em dois grupos, o Salmo 126:
a) Quando o SENHOR trouxe de volta os exilados de Sião, pensamos que era um sonho.
b) Então nossa boca transbordava de sorrisos e nossa língua cantava de alegria.
a) Então se comentava entre os povos: “O SENHOR fez por eles maravilhas.”
b) Maravilhas o SENHOR fez por nós, encheu-nos de alegria.
a) Trazei de volta, SENHOR, nossos exilados, como torrentes que correm no Negueb.
b) Quem semeia entre lágrimas colherá com alegria.
Todos: Quando vai, vai chorando, levando a semente para plantar; mas, quando volta, volta alegre, trazendo seus feixes.

Voltar ao Esquema para Todos os Dias, a partir da Oração Missionária 2010, até o final.

OBS: todo o material da campanha missionária (estes e outros) estão disponíveis em:
Download dos Subsídios para a Campanha Missionária de 2010

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Novena Missionária 2010 - apresentação, roteiro e cantos

Acompanhe conosco todos os dias a novena missinária... hoje estamos postando a apresentação, o esquema para todos os dias e os cantos...
A partir de amanhã estaremos postando a novena com o vídeo e o material que foi produzido pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM) do Brasil e que pode ser baixado, na íntegra, em

Apresentação da Novena Missionária 2010

Nas reuniões de preparação do material da Campanha Missionária 2010, surgiu a ideia de substituirmos as tradicionais quatro Celebrações Missionárias por uma Novena Missionária, expressão devocional que é tradição na vida religiosa de nosso povo.

Escolhidos os temas, foi feita uma primeira redação, enriquecida depois pelas colaborações dos membros da equipe organizadora.

Outra novidade é que oferecemos também um DVD com testemunhos missionários, para cada um dos nove dias, que podem integrar-se muito bem às celebrações.

Com alegria, colocamos em suas mãos este texto, que, esperamos, seja bem aproveitado nas comunidades deste nosso imenso país.

Queira Deus, esta Novena nos ajude a abrir mais nossas consciências para a universalidade e urgência da Missão!

Pe. Daniel Lagni (Diretor Nacional das Pontifícias Obras Missionárias do Brasil)



Esquema para Todos os Dias

Preparação do ambiente
Os donos da casa devem preparar cadeiras para os participantes, algum símbolo missionário, como, por exemplo: mapa-múndi ou globo terrestre, vela, imagem ou pôster dos Padroeiros das Missões, um crucifixo e uma imagem de Nossa Senhora, grãozinhos de feijão ou de milho, uma flor, um copo d’água, a Bíblia numa mesinha, enfeites para o ambiente e outros símbolos que poderão ser sugeridos cada dia.

Acolhida
Acolher os participantes com carinho. Caso haja alguém novo no local, apresentá-lo ao grupo.

Canto missionário
Escolher algum canto que tenha conteúdo missionário. Se for preciso, fazer um pequeno ensaio antes de começar o encontro. Índice dos cantos sugeridos.

Abertura
Com o sinal-da-cruz e a invocação do Espírito Santo.
Coordenador do grupo: Sejam todos bem-vindos à casa de... Estamos reunidos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Todos: Amém.
Coordenador: Iniciemos nosso encontro invocando o Espírito Santo, para que nos ilumine.
Todos: Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos Vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso amor. Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra.
Coordenador: Oremos.
Todos: Ó Deus, que instruístes os corações dos Vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas, segundo o mesmo Espírito, e gozemos sempre da Sua consolação. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Introdução ao tema
Breve texto, lido pelo Coordenador/a do grupo, dando uma ideia geral do assunto do dia. O Coordenador/a indica a página em que se encontra o tema do dia.

Fato da vida
Ler conforme está, ou colocar o DVD com o vídeo do dia.

Palavra de Deus
Alguém da casa lê, pausadamente, o texto bíblico escolhido para o dia.
Seria bom se todos estivessem com suas bíblias. Antes da proclamação, cantar um canto de aclamação à Palavra ou um refrão que ajude a criar um clima de silêncio e de escuta da Palavra.

Partilha
Cada um partilha com os demais o que entendeu dos testemunhos e da leitura bíblica, procurando fazer a ligação entre um fato e outro. Como podemos pôr em prática pessoalmente e em comunidade o que ouvimos?

Canto
Um canto de agradecimento relacionado ao que foi lido e ouvido.

Preces
Rezar as preces já preparadas para cada dia da Novena, e acrescentar outras, lembrando de dar dimensão universal à sua oração pessoal.

Salmo ou dezena do rosário
Rezar juntos, ou em dois grupos, a oração proposta para cada dia.

Oração Missionária 2010
Rezar juntos (ou em dois coros).

Ó Deus, Pai de todos os povos, Vós que nos abraçais Com a ternura de uma mãe,

Ouvi o clamor Das multidões da Amazônia E do mundo inteiro Desejosas de Vos conhecer E Vos amar.

Ensinai-nos a Vos servir, Na partilha da Fé E dos Bens, Que Vós mesmos nos destes.

Amém.

Pai-Nosso (e Ave-Maria)
De mãos dadas ou com as mãos elevadas ou com as mãos apontadas para o mapa-múndi ou globo terrestre, rezar a oração.

Avisos
Lembrar onde e quando será o próximo encontro, e combinar a preparação necessária. Outros avisos de interesse local.

Encerramento
O Coordenador/a do grupo pede a bênção de Deus para todos. Conclui-se, entoando-se um canto missionário.

Coordenador: O Senhor nos abençoe e nos guarde!
Todos: Amém!
Coordenador: O Senhor mostre a sua face e se compadeça de nós!
Todos: Amém!
Coordenador: O Senhor volva para nós o seu olhar e nos dê a sua paz!
Todos: Amém!

Todos: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém!
Coordenador: Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
Todos: Para sempre seja louvado!

Canto final



CANTOS

1. Eis-Me aqui, Senhor (D. Pedro Brito Guimarães/Fr. Fabreti, OFM)

Eis-me aqui, Senhor! (2x) / Pra fazer Tua vontade, pra viver no teu amor: (2x) / Eis-me aqui, Senhor! (2x)

O Senhor é o Pastor que me conduz, / por caminhos nunca vistos me enviou, / sou chamado a ser fermento, sal e luz, / e por isso respondi: aqui estou!

Ele pôs em minha boca uma canção, / me ungiu como profeta e trovador / da história e da vida do meu povo, / e por isso respondi: aqui estou!

Ponho a minha confiança no Senhor, / da esperança sou chamado a ser sinal, / seu ouvido Se inclinou ao meu clamor, / e por isso respondi: aqui estou.

2. O Profeta (CD Festas Litúrgicas II)

Antes que eu te formasse dentro do seio de tua mãe, / antes que tu nascesses, te conhecia e te consagrei / para ser meu profeta entre as nações eu te escolhi: / irás onde enviar-te e o que te mando proclamarás!

Tenho de gritar, tenho de arriscar: / ai de mim, se não o faço! / Como escapar de Ti, como calar, / se tua voz arde em meu peito?

Não temas arriscar-te, porque contigo eu estarei; / não temas anunciarme: em tua boca eu falarei. / Entrego-te, meu povo, vai arrancar e derrubar: / para edificar, destruirás e plantarás.

Deixa os teus irmãos, deixa teu pai e tua mãe; / deixa a tua casa, porque a terra gritando está. / Nada tragas contigo, pois a teu lado eu estarei: / é hora de lutar, porque meu povo sofrendo está.

3. Profetas da Alegria (CD Reino sem Fronteiras)

Nós somos testemunhas do que Jesus falou, / nós somos missionários do Reino que deixou.

Pois é nossa Missão: profetas da alegria, / amar o nosso irmão, viver da Eucaristia. / Feliz é quem habita a casa do Senhor, / feliz é quem revive ali o seu amor! (bis).

Aqui, agora, somos profetas do amanhã, / artífices da paz, vivendo a fé cristã.

Nós somos os herdeiros da ressurreição, / pois Cristo é a meta da nossa vocação.

Cristo, nossa páscoa, foi quem nos escolheu. / pra difundir o Reino e o amor que o Pai nos deu.

4. Venham Trabalhar na Vinha (D. Pedro Brito Guimarães)

Venham trabalhar na Minha Vinha, / dilatar Meu Reino entre as nações, / convidar Meu povo ao Banquete: / quero habitar nos corações.

Unidos pela força da oração, / ungidos pelo Espírito da Missão, / vamos juntos construir / uma Igreja em ação.

Venham trabalhar na Minha Vinha, / espalhar na terra o Meu amor: / muitos não conhecem a Boa-Nova, / vivem como ovelhas sem pastor.

Venham trabalhar na Minha Vinha, / com fervor Meu nome proclamar. / Que ninguém se queixe ao fim do dia: / “Ninguém me chamou a trabalhar.”

5. Senhor, Fazei de Mim (CD Festas Litúrgicas)

Senhor, fazei de mim um instrumento de Vossa paz; / Senhor, fazei de mim um instrumento de Vosso amor.

Onde há ódio, que eu leve o amor; / onde há ofensa, que eu leve o perdão; / onde há discórdia, que eu leve a união; / onde há dúvida, que eu leve a fé.

Onde há erro, que eu leve a verdade; / no desespero, que eu leve a esperança; / onde há tristeza, que eu leve alegria; / onde há trevas que eu leve a luz.

Mestre, fazei que eu procure menos / ser consolado que consolar, /ser compreendido que compreender / e ser amado que amar.

Sim: pois é dando que se recebe, / é perdoando que se é perdoado, / e é morrendo que se vive / para a vida eterna. (bis)

6. Vou Evangelizar (Francisco José da Silva)

Senhor, eu quero Te agradecer / de todos os dias a gente poder conversar. / Senhor, o mundo precisa Te conhecer, / mas eu Te prometo que vou evangelizar.

Eu quero te dizer agora / que eu já vou embora / evangelizar. (bis)

Senhor, às vezes me ponho a rezar, / e peço o fim da violência e da fome do irmão. / Senhor, que cheguem a todos os povos / a graça, o perdão, o anúncio da Salvação.

Senhor, às vezes me ponho a rezar, / e peço a Ti pra que fiques mais perto de mim. / Senhor, às vezes me ponho a chorar, / e não compreendo por que o mundo sofre sem fim.

7. É Bonita demais (Zé Vicente)

É bonita demais, é bonita demais, / a mão de quem conduz a bandeira da paz.

É a paz verdadeira que vem da justiça, irmão; / é a paz da esperança que nasce de dentro do coração.

É a paz da verdade, da pura irmandade do amor; / paz da comunidade que busca igualdade, ô, ô, ô.

Paz é a graça presente na vida da gente de fé; / paz do Onipotente, Deus à nossa frente, Javé.

8. Se Calarem a Voz dos Profetas (Ir. Cecília Vaz Castilho)

Se calarem a voz dos profetas, / as pedras falarão; / Se fecharem uns poucos caminhos, / mil trilhas nascerão...

Muito tempo não dura a Verdade / nestas margens estreitas demais: / Deus criou o infinito pra vida ser sempre mais!

O Espírito é vento incessante, / que nada há de prender; / ele sopra até no absurdo, / que a gente não quer ver...

O poder tem raízes na areia, / o tempo faz cair; união é a rocha que o povo / usou pra construir...

Toda luta verá o seu dia / nascer da escuridão: / ensaiamos a festa e a alegria, / fazendo comunhão...

É Jesus este pão da igualdade: / viemos pra comungar / com a luta sofrida do povo, / quer ter voz, ter vez, lugar...

Comungar é tornar-se um perigo: / viemos pra incomodar. / Com a fé e a união, / nossos passos, um dia, vão chegar.

9. Vinde, Espírito de Deus (J. Thomaz Filho e Fr. Fabretti, OFM)

Vinde, Espírito de Deus, / e enchei os corações dos fiéis com Vossos dons. / Acendei neles o amor com um fogo abrasador, / vos pedimos, ó Senhor.

E cantaremos: aleluia! / E Vossa terra renovada ficará, / se o Vosso Espírito, Senhor, nos enviais.

Vós unistes tantas gentes, / tantas línguas diferentes, numa fé na unidade. / pra buscar sempre a verdade / e servir o Vosso Reino com a mesma caridade.

10. Buscai Primeiro (Pe. Jonas Abib)

Buscai primeiro o Reino de Deus / e a sua Justiça, / e tudo o mais vos será acrescentado. / Aleluia! Aleluia!

Não só de pão o homem viverá, / mas de toda Palavra / que procede da boca de Deus. / Aleluia! Aleluia!

Se vos perseguem por causa de mim, / não esqueçais o porquê: / não é o servo maior que o Senhor.

Aleluia! (4x)

11. Eu Vim para Escutar (Pe. Zezinho)

Eu vim para escutar / tua Palavra (3x) de amor.

Eu gosto de escutar / tua Palavra (3x) de amor.

Eu quero entender melhor / tua Palavra (3x) de amor.

12. Queremos Ouvir

Queremos ouvir a Palavra de Deus, / queremos ouvir a Palavra. / Pedimos que alguém nos ensine / as coisas que disse Jesus.

Queremos seguir a Palavra de Deus, / queremos seguir a Palavra. / pedimos que alguém nos repita / as coisas que disse Jesus.

13. Alma Missionária (CD Infância Missionária Canta)

Senhor, toma minha vida nova, / antes que a espera desgaste anos de mim. / Estou disposto ao que queiras, / não importa o que seja, me chamas a servir.

Leva-me aonde as pessoas necessitem Tuas palavras, / necessitem sentido de viver. / Onde falte a esperança, onde tudo seja triste, / simplesmente por não saber de Ti.

Te dou meu coração sincero, / para gritar, sem medo, formoso é Teu amor. Senhor, tenho ardor missionário, / conduze-me à terra que tenha sede de Ti.

E, assim, em marcha irei cantando, / por povos pregando Tua grandeza, Senhor. / Terei meus braços sem cansaço, / tua história em meus lábios / e a força da oração.

Llévame donde los niños necesiten Tus palabras, / necesiten mis ganas de vivir. / Donde falte la esperanza, donde todo sea triste, / simplemente por no saber de Ti.

14. Louvado Seja o Meu Senhor (Pe. Zeca)

Louvado seja o meu Senhor! (4)

Por todas as suas criaturas, / pelo Sol e pela Lua, / pelas estrelas do firmamento, / pela água e pelo fogo.

Por aqueles que agora são felizes, / por aqueles que agora choram, / por aqueles que agora nascem, / por aqueles que agora morrem.

O que dá sentido à vida / é amar-Te e louvar-Te, / para que a nossa vida, / seja sempre uma canção.

15. Os Cristãos Tinham Tudo em Comum (CF 1975)

Os cristãos tinham tudo em comum, / dividiam seus bens com alegria: / Deus espera que os dons de cada um / se repartam com amor no dia a dia. (bis)

Deus criou este mundo para todos, / quem tem mais é chamado a repartir / com os outros o pão, a instrução / e o progresso: fazer o irmão sorrir.

Mas, acima de alguém que tem riquezas, / está a pessoa que cresce em seu valor, / e, liberta, caminha para Deus, / repartindo com todos o amor.

No desejo de sempre repartirmos / nossos bens, elevemos nossa voz, / ao trazer pão e vinho para o altar, / em que Deus vai Se dar a todos nós.


* todo este material foi tirado do site da POM

Créditos da Novena Missionária 2010


Campanha Missionária 2010
Pontifícias Obras Missionárias
Tema: Missão e Partilha
Lema: Ouvi o Clamor do Meu Povo (Ex 3,7b)

Coordenação: Pe. Daniel Lagni
Diretor Nacional das POM do Brasil

Texto: Pe. Edson Assunção Santos Ribeiro (POM/in memoriam)
N.B.: Já em fase de provas da impressão, registramos com pesar o falecimento do Pe. Edson Assunção Santos Ribeiro (*15/8/1966 – V3/5/2010), idealizador e primeiro redator desta Novena.

Colaboradores: Pe. Savio Corinaldesi, SX, Pe. André Luiz de Negreiros e Pe. Elmo Heck (POM); Pe. José Altevir da Silva, CSSp (CNBB/Comissão para a Animação Missionária), Pe. Carlos Gustavo Haas (CNBB/Comissão para a Liturgia) e Ir. Maria Irene Lopes dos Santos, CMST (CNBB/Comissão para a Amazônia); Pe. Stefano Raschietti, SX (CCM/CNBB/Secretário Executivo) e Aparecida Severo da Silva (CCM/CNBB/Coordenadora dos Cursos); Pe. Jaime Carlos Patias, IMC (Revista Missões); Pe. Pedro Facci, Pime (Revista Mundo e Missão); Pe. Cireneu Kuhn, SVD (Verbo Filmes); Tatianne Lopes (Assessora de Imprensa da CNBB)

Revisão: João Bosco Nogueira Fontão
Diagramação: Jovailton Vagner
Impressão: LGE Editora Ltda.
Tiragem: 120 mil exemplares
Maio de 2010

Pontifícias Obras Missionárias
SGAN 905 – Conj. B – 70790-050 Brasília – DF
Caixa Postal: 3.670 – 70089-970 Brasília – DF
Tel.: (61) 3340-4494 – Fax: (61) 3340-8660
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Lectio Divina do texto de Lucas 18,1-8 - 29º Domingo do Tempo Comum

Por: Patrick Silva

Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de orar sempre, sem nunca desistir: “Numa cidade havia um juiz que não temia a Deus, nem respeitava homem algum. Na mesma cidade havia uma viúva, que vinha à procura do juiz, e lhe pedia: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário!’ Durante muito tempo, o juiz se recusou. Por fim, ele pensou: ‘Não temo a Deus e não respeito ninguém. Mas esta viúva já está me importunando. Vou fazer-lhe justiça, para que ela não venha, por fim, a me agredir! ’” E o Senhor acrescentou: “Escutai bem o que diz esse juiz iníquo! E Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai fazê-los esperar? Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa. Mas o Filho do Homem, quando vier, será que vai encontrar fé sobre a terra?” (Lucas 18,1-8)

1. LECTIO – Leitura
O caminho verso Jerusalém prossegue, os discípulos continuam acompanhando o Mestre, durante a caminhada novo ensinamento em forma de parábola. Um estilo muito típico de Jesus. De forma a entender o texto que iremos considerar precisa lembrar que surge após um discurso escatológico sobre a vinda gloriosa do Filho do Homem (veja Lc 17,20-37). O episódio não encontra paralelo nos outros evangelhos, no entanto, faz recordar um outro episódio, também presente no evangelho de Lucas, trata-se do episódio do amigo inoportuno que vem pedir pão durante a noite e que é atendido por causa da sua insistência (veja Lc 11,5-8).

O texto consiste numa parábola e na sua aplicação teológica. Os personagens centrais da parábola (vs 2-5) são uma viúva e um juiz. A viúva, pobre e injustiçada (na Escritura, as viúvas são um grupo que estava particularmente exposto a abusos legais e judiciais, entre outras razões porque não podiam subornar nem pagar), passava a vida queixando-se do seu adversário e a exigir a justiça; mas o juiz, “que não temia Deus nem os homens”, não lhe prestava qualquer atenção… Os julgamentos ocorriam à porta da cidade ou em outro lugar público, de modo que a viúva tinha acesso, e podia reclamar publicamente. Era a sua única arma! Ela não desesperou, ao contrário, foi perseverante na sua súplica. Finalmente, o juiz, duro e insensível, aceita fazer justiça à viúva. O objetivo era livrar-se da insistente viúva. Concluída a apresentação da parábola, vem a sua aplicação teológica (vs 6-8). Se um juiz prepotente e insensível é capaz de resolver o problema da viúva por causa da sua insistência, Deus (que não é, nem de perto nem de longe, um juiz prepotente e sem coração) não iria escutar os “seus eleitos que por Ele clamam dia e noite e iria fazê-los esperar muito tempo?” Naturalmente, estamos diante de uma pergunta retórica. É evidente que, se até um juiz insensível acaba por fazer justiça a quem lhe pede com insistência, com muito mais motivo Deus – que é rico em misericórdia e que defende sempre os débeis – estará atento às súplicas dos seus filhos e filhas. O objetivo de Lucas é, primeiramente, dirigir-se à comunidade cristã que se via hostilizada e um tanto desanimada porque, aparentemente, Deus não escutava as suas súplicas e não intervinha no mundo para salvar a sua Igreja. A resposta que Lucas deixa aos seus cristãos é a seguinte: ao contrário do que parece, Deus não abandonou o seu Povo, nem é insensível aos seus apelos; Ele tem o seu projeto, o seu plano e o seu tempo próprio para intervir… Aos discípulos resta imitar a viúva, moderar a sua impaciência e confiar que Ele não deixará de intervir para os libertar. Porém, recordamos que a parábola começa dizendo de que se trata de uma parábola para mostrar aos discípulos a necessidade de orar sempre, sem nunca desistir. Assim, um segundo objetivo de Lucas é passar a mensagem aos cristãos de que, apesar do aparente silêncio de Deus, não deixem nunca de dialogar com Ele. É nesse diálogo que entendemos os projetos e os ritmos de Deus; é nesse diálogo que Deus transforma os nossos corações; é nesse diálogo que aprendemos a entregar-nos nas mãos de Deus e a confiar n’Ele.

2. MEDITATIO – meditação
São muitos aqueles que se questionam sobre o porquê de Deus permitir situações más: a pobreza de tantos, as guerras, as violências, entre muitas outras. O evangelista Lucas está convencido de que Deus não é indiferente aos gritos de sofrimento dos pobres e que não desistiu de intervir no mundo, a fim de construir novos céus e na terra. Porém, Deus tem projetos e planos que nós, na nossa ânsia e impaciência, não conseguimos perceber. Deus tem o seu ritmo… A nós compete respeitar a lógica de Deus, confiar n’Ele, entregarmo-nos nas suas mãos.

Na caminhada da nossa vida, para que possamos não desesperar, precisamos de uma relação de comunhão, de intimidade, de diálogo com Deus, através dessa atitude iremos descobrir o “tempo” e o “modo” de Deus. A oração é o caminho para encontrarmos o amor e a misericórdia de Deus. Como está a sua vida de oração? Sente-se em comunhão profunda com Deus?

O diálogo que mantemos com Deus não pode ser um diálogo de alguns períodos, mas é um diálogo que devemos manter, com perseverança e insistência. Quem ama de verdade, não corta a relação à primeira incompreensão ou à primeira ausência. Pelo contrário, a espera e a ausência provam o amor e intensificam a relação. Você consegue ser fiel e perseverante na sua oração?

A oração não é uma fórmula mágica e automática para levar Deus a fazer-nos as nossas vontades… Em vez de se desesperar porque parece que Deus não escuta o seu pedido, pergunte-se: será que o meu pedido faz sentido à luz da lógica de Deus?

3. ORATIO – oração
Em seu momento de oração, traga até Deus todas as suas preocupações, inquietações. Permita que Deus conheça tudo aquilo que lhe vai na alma. Escute a voz de Deus. Confie na resposta silenciosa de Deus, não desespere, mas permaneça fiel na oração.

4. CONTEMPLATIO – contemplação
Contemplar é permanecer numa atitude silenciosa de comunhão com o Criador. No silêncio experimente esta comunhão amorosa e misericordiosa.

5. MISSIO – missão
“A oração deve ser perseverante. Batamos à porta; se não abrirem logo, batamos com mais força. Se for necessário arrombemos a porta. É Jesus que nos ensina a fazer assim.” José Allamano

Disponível semanalmente em http://www.consolata.org.br/


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Igreja Missionária, no livro dos Atos dos Apóstolos (parte 2)

Por: Francisco Rubeaux, omi


4. A missão é universal, porque a comunidade é aberta a todos.

É provavelmente a característica mais visível no livro dos Atos. Já vimos o versículo 8 do capítulo primeiro, que serve até de estrutura a todo o livro. A missão recebida de Jesus pelos Apóstolos é serem testemunhas dele desde Jerusalém, passando pela Judéia e Samaria e até os confins da terra. Essa divisão geográfica permite a organização do livro em três partes:

- Atos 1 a 7: a missão em Jerusalém.
- Atos 8 a 12: a missão na Judéia e na Samaria, incluindo até a Galiléia, como podemos ler em Atos 9, 31.
- Atos 13 a 28: até os confins da terra, que é a capital do Império: Roma.

Sabemos por Romanos15, 23-24, que foi a vontade de Paulo ir até a Espanha, última terra conhecida naquela época. Sempre foi o desejo dos missionários ir o mais longe possível. Paulo escrevia aos Romanos: “Não tendo mais campo para meu trabalho nestas regiões, e desejando há muitos anos chegar até vós irei quando eu for apara a Espanha". (Romanos 15, 23).

A Igreja nasce universal (=Católica). Basta reler a narração do evento de Pentecostes: “Achavam-se em Jerusalém, homens piedosos de todas as nações que há debaixo do céu: Partos, Medos e Elamitas, habitantes da Mesopotâmia, da Judéia e Capadócia, do Ponto e da Ásia, da Frígia e da Panfília, do Egito e da parte da Líbia limítrofe de Cirene, Romanos adventícios, Judeus e prosélitos, cretenses e árabes.” (Atos 2, 5 e 9-10). Mas a expansão da Palavra não é somente geográfica, de fato, o anúncio da Boa Nova vai penetrando todos os diversos grupos religiosos da época:

- após o anúncio aso Judeus, a Boa Nova, graças a Filipe, um dos Sete, chega até os Samaritanos (Atos 8, 5). Sabemos que os Samaritanos não eram bem quistos pelos Judeus, mas a Boa Nova é para eles também (Jesus não tinha iniciado essa missão com a Samaritana?).

- após os Samaritanos a Boa Nova chega também aos Tementes a Deus (pagãos simpatizantes de fé israelita, mas que não aceitam a circuncisão é o caso de Cornélio em Atos 10 1-2 e 24-48).

- o eunuco, pertencia a um grupo marginalizado pela religião judia, de fato o seu estado físico não lhe permitindo ser circuncidado ele era excluído da comunidade de Israel. Com a pregação de Filipe, ele se converte e é acolhido na nova comunidade, novo Povo de Deus, pelo batismo

- por fim são os pagãos que recebem a Boa Nova: “Aqueles que haviam sido dispersos devido à tribulação sobrevinda por causa de Estêvão avançaram até a Fenícia, Chipre e Antioquia, a pregavam a Palavra apenas aos Judeus. Havia, contudo, entre eles alguns cipriotas e cireneus que, vindos a Antioquia, dirigiram-se também aos gregos, anunciando-lhes a Boa Nova do Senhor Jesus. (Atoa 11, 19-20). Lucas vai dar ênfase a essa nova situação a partir da pregação de Paulo e Barnabé em Antioquia da Pisídia: “ Cheios de coragem, Paulo e Barnabé declararam: era primeiro a vós (Judeus) que devíamos anunciar a Palavra de Deus. Como a rejeitais, e não vos julgais dignos da vida eterna, nós nos voltamos para os pagãos.” (Atos 13, 46).

A Palavra anunciando a ressurreição de Cristo anuncia também que um novo mundo é possível. É possível se organizar socialmente a partir de novas relações econômicas, sociais, políticas e religiosas. Assim a missão não é somente anunciar, testemunhar é também construir um mundo novo, que Jesus chamava de Reino de Deus, e que podemos chamar também de novo céu e nova terra, nova sociedade...


O livro dos Atos nos mostra a transformação social operada pela Palavra nas pessoas e no seu modo de viver:
- Economicamente os discípulos passam a viver a partilha: “Eles se mostravam assíduos à comunhão fraterna, à fração do pão... todos os fiéis, unidos, tinham tudo em comum... partiam o pão pelas casas.” (Atos 2, 42-47). Existe também entre as comunidades uma solidariedade nas necessidades da vida: “Os discípulos decidiram então enviar, cada um conforme as suas posses, auxílios aos irmãos que moravam na Judéia. Assim fizeram, enviando-os aos anciãos por mãos de Barnabé e Saulo.” (Atos 11, 19-20).

- Socialmente os discípulos vivem como irmãos e irmãs. São laços fraternos que os unem numa mesma comunidade, que por isso é chamada COMUNHÃO. Por isso não tem mais distinção de raça, de cor ou de religião e nem de sexo: todos e todas são iguais e vivem a mesma responsabilidade da missão.

- Politicamente, ou seja, na maneira de se organizar, a liderança é serviço. Nem os Apóstolos se exaltam ou procuram serem maiores do que os outros porque viram o Senhor. “No momento em que Pedro chegou, Cornélio veio ao seu encontro e, caindo-lhe aos pés, prostrou-se. Pedro, porém, o reergueu dizendo: levanta-te. Eu também sou apenas um homem.” (Atos 10, 25-26).

- Religiosamente é claro que uma nova relação estabeleceu-se entre Deus e a Humanidade, pois pelo Espírito de Jesus todos e todas são filhos e filhas de Deus. A Boa Nova questiona também as formas religiosas da época: “Não somente em Éfeso, mas em toda a Ásia, este Paulo, com suas persuasões, arrastou uma multidão considerável, afirmando não serem deuses os que saem das mãos dos homens. Isto não só pode lançar o descrédito sobre nossa profissão, mas ainda fazer reputar por nada o santuário da grande deusa Artêmis.” (Atos 19, 23-40).

Assim podemos concluir que no livro dos Atos dos Apóstolos, a missão é uma tarefa específica da comunidade-Igreja. Ninguém pode se desinteressar pelo avanço da Boa Nova, tanto geograficamente como socialmente, nas diversas camadas populacionais e nos diversos setores da vida em sociedade. A Palavra é envolvente.

Os primeiros discípulos têm viva essa consciência, e não delegam a outros esse trabalho missionário. Todos se sentem responsáveis. Além de Pedro ou Paulo, conhecemos também Barnabé, Estêvão, Filipe, Timóteo, Silas, mas também Lídia, Dorcas. Sabemos da existência de uma comunidade cristã em Roma, desde cedo, mas ninguém até hoje sabe com precisão quem foi ou quem foram os evangelizadores da capital do Império. O próprio Paulo ao escrever a essa comunidade de Roma, lembra bom número de evangelizadores, homens e mulheres: “Recomendo-vos Febe, nossa irmã, diaconisa da Igreja de Cencréia, saudai Prisca e Áquila meus colaboradores em Cristo Jesus... Saudai Andrônico e Júnia, meus parentes e companheiros de prisão, apóstolos exímios que me precederam na fé em Cristo.” (Romanos 16, 1-16).



 

sábado, 9 de outubro de 2010

Quanto você ganha por dia?

Um menino com uma voz tímida e os olhos de admiração, pergunta ao pai quando ele chegava do trabalho:
- Papai quanto o senhor ganha por hora?

O pai num gesto severo, claro já cansado , irritado pelos problemas do dia-a-dia, falta de dinheiro, enfim ele responde duramente:
- Escuta aqui meu filho, isso nem a sua mãe sabe, não me amole que estou cansado tá!

Mas o filho insite:
- Papai, por favor só me fala quanto o senhor ganha por hora.

- Tá bom meu filho. Aí ele fez os cálculos rapidamente, três reais, por que você quer saber?

- Então pai, o senhor poderia me emprestar Um Real?

O pai já cheio de ira e tratando o filho já com mais brutalidade, respondeu:
- Há então era essa a razão que você queria saber quanto eu ganho né, só me procura por dinheiro, vá dormir e não me amole mais seu aproveitador!

Já era noite e o menino foi dormir, uma lágrima caiu no canto dos seus olhos e o pai então depois do banho deitou na cama e começou a refletir o que havia acontecido, e se sentiu culpado.

Talvez o filho precisasse comprar alguma coisa , querendo aquele um real. Foi aí então que pensou em aliviar a sua consciência que estava pesada, afinal ele era pai. Foi até o quarto do filho e em voz baixa perguntou:
- Filho, você ainda está dormindo?
- Não papai, respondeu o filho sonolento.
- Olha aqui está o dinheiro que você me pediu, tá feliz meu filho?
- Puxa papai, muito obrigado, disse o filho levantando da cama e retirando mais dois reais da caixinha que estava debaixo da cama dele.

Disse ao pai:
- Papai, agora já completei o dinheiro, tenho Três Reais. Você poderia me vender uma hora do seu tempo?Sabe pai, é tão bom ter você sempre por perto e saber que eu posso contar com você, você é tão ocupado e não tem tempo para mim, então eu precisei comprar uma hora do seu tempo.

"Quanto vale seu tempo?"

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Intenção Missionária - Outubro 2010 (mês missionário)

Por: Júlio Caldeira *

Para que a celebração do Dia Mundial das Missões seja ocasião para compreender que a tarefa de anunciar Cristo é um serviço necessário e irrenunciável que a Igreja é chamada a realizar em favor da humanidade.

Neste ano de 2010, no dia 24 de outubro, celebramos o 84º Dia Mundial das Missões. A Igreja tem a iniciativa de realizar neste dia a Coleta Nacional para as Missões, que visa continuar levando a cabo os milhares de serviços de solidariedade e partilha que presta à humanidade.

Para se ter uma ideia, com a Coleta feita em todo o mundo, em 2004, a Igreja contribuiu para a manutenção de 5.246 hospitais, 17.224 unidades de saúde, 648 leprosários, 14.927 asilos e casas para deficientes, 10.163 orfanatos, 10.932 creches, além de ajudar na formação de vários seminaristas, religiosas e lideranças comunitárias. Sua contribuição é indispensável para a manutenção destas e de milhares de outras iniciativas missionárias.

Responsabilidade de todos
O mês das Missões tem por objetivo despertar a responsabilidade dos cristãos para o anúncio do Evangelho a todos os povos, recordando o mandato universal de Jesus: "Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura" (Mc 16, 15). Uma das cenas que demonstram o chamado de Jesus à missão de anunciar é quando chama Mateus, em seu ambiente de trabalho (cf. Mt 9, 9-13): ele, que era considerado pecador público, levantou-se e o seguiu, tornando-se discípulo e testemunha do Mestre. Da mesma forma,que chamou a Mateus, Jesus chamou os apóstolos, chamou Paulo e continua a chamar a cada um de nós - você e eu - a sermos suas testemunhas até os confins da terra.

A Missão é um serviço necessário e irrenunciável, uma tarefa pastoral de todos, e não só de um ou outro missionário ou Instituto denominado missionário; é tarefa sua, minha, das igrejas locais e da Igreja como um todo. Os bispos em Puebla - 1979 - já recordavam que mesmo havendo muitas situações de "Missão" próximas a nós, devemos sair de nossas comunidades para partilhar a nossa fé com outros, vencendo a tentação de nos fechar em nós mesmos, para abrir-nos, pois há muito que realizar: "é certo que nós próprios precisamos de missionários, mas devemos dar de nossa pobreza" (DP 368). Estejamos atentos ao clamor da humanidade que grita por justiça, paz, solidariedade, amor... e tantas outras coisas que podemos partilhar.


"Missão é partir... Caminhar... Deixar tudo, sair de si.
Quebrar a crosta do egoísmo que nos fecha no nosso eu.

É parar de dar voltas ao redor de nós mesmos,
como se fôssemos o centro do mundo e da vida.

É não se deixar bloquear nos problemas do pequeno mundo
a que pertencemos: a humanidade é maior!

Missão é sempre partir, mas não devorar quilômetros.
É, sobretudo, abrir-se aos outros como irmãos, descobri-los e encontrá-los.

E, se para descobri-los e amá-los,
é preciso atravessar os mares e voar lá nos céus,
então, missão é partir até os confins do mundo".
(dom Hélder Câmara)


* Júlio César Caldeira, imc, é seminarista, estudante de teologia na Escola Dominicana de Teologia - EDT, em São Paulo.
Publicado na edição Nº08 - Outubro 2010 - Revista Missões e no site: http://www.revistamissoes.org.br/artigos/ler/id/1252

Lectio Divina do texto de Lucas 17,11-19 - 28º Domingo do Tempo Comum

Por: Patrick Silva

Caminhando para Jerusalém, Jesus passava entre a Samaria e a Galiléia. Estava para entrar num povoado, quando dez leprosos vieram ao seu encontro. Pararam a certa distância e gritaram: “Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!” Ao vê-los, Jesus disse: “Ide apresentar-vos aos sacerdotes”. Enquanto estavam a caminho, aconteceu que ficaram curados. Um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz; prostrou-se aos pés de Jesus e lhe agradeceu. E este era um samaritano. Então Jesus lhe perguntou: “Não foram dez os curados? E os outros nove, onde estão? Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro?” E disse-lhe: “Levanta-te e vai! Tua fé te salvou”. (Lucas 17,11-19)

1. LECTIO – Leitura
A subida a Jerusalém continua e é nesta caminhada que encontramos um encontro especial. No “caminho” de Jesus e dos discípulos aparecem, dez leprosos. O leproso, no tempo de Jesus, é um marginalizado, excluído… Além de causar naturalmente repugnância pela sua aparência e de infundir medo de contágio, o leproso é um impuro ritual (veja Lev 13-14). A lepra era entendida como castigo de Deus, assim, o leproso não podia sequer entrar na cidade de Jerusalém. Devia, também, afastar-se de qualquer contato com as outras pessoas para que não as contaminasse com a sua impureza física e religiosa. Segundo a lei, em caso de cura, devia apresentar-se diante de um sacerdote, a fim de que ele comprovasse a cura e lhe permitisse a reintegração na vida normal (veja Lev 14). Um dos leprosos (precisamente aquele que vai desempenhar o papel principal, neste episódio) é samaritano. Os samaritanos eram desprezados pelos judeus de Jerusalém. Na época de Jesus, a relação entre as duas comunidades era marcada por uma grande hostilidade.

O episódio dos dez leprosos (que encontramos exclusivamente no evangelho de Lucas) insere-se no estilo do evangelista que deseja mostrar Jesus como o Deus que Se fez pessoa para trazer, com gestos concretos, a salvação a todos, particularmente os excluídos e marginalizados.

O número dez tem, certamente, um significado simbólico: significa “totalidade” (o judaísmo considerava necessário que pelo menos dez homens estivessem presentes, a fim de que a oração comunitária pudesse ter lugar, porque o “dez” representa a totalidade da comunidade). A presença de um samaritano no grupo indica, contudo, que essa salvação oferecida por Deus, em Jesus, não se destina apenas à comunidade do “Povo eleito”, mas se destina a todos. sem exceção, mesmo àqueles que a religião oficial considerava definitivamente afastados da salvação.

Contudo, o acento do episódio está no fato de que, dos dez leprosos curados, só um voltou trás para agradecer a Jesus e, ainda por cima, foi um samaritano que voltou. Lucas está interessado em mostrar que quem recebe a salvação deve reconhecer o dom de Deus e deve estar agradecido… E avisa que, com freqüência, são os excluídos, os desprezados, aqueles que a teologia oficial considera à margem da salvação, que estão mais atentos aos dons de Deus. Haverá aqui, certamente, uma alusão à auto-suficiência dos judeus que, por se sentirem “Povo eleito”, achavam natural que Deus os cumulasse dos seus dons; no entanto, não reconheceram a proposta de salvação que, através de Jesus, Deus lhes ofereceu… Certamente haverá aqui, também, um apelo aos discípulos de Jesus, para que não ignorem o dom de Deus e saibam responder-Lhe com a gratidão e a fé (entendida como adesão a Jesus e à sua proposta de salvação).

2. MEDITATIO – meditação
A “lepra” do evangelho recorda tudo aquilo que na sociedade gera exclusão, opressão, injustiça. Lucas garante que Deus tem um projeto de salvação para todos, sem exceção. É através de Jesus que esse projeto chega a todos os que se sentem “leprosos” e os faz encontrar a vida plena, a reintegração total na família de Deus e na comunidade humana.

Às vezes, aqueles que lidam diariamente com o mundo do sagrado estão demasiado cheios de auto-suficiência e de orgulho para acolherem com humildade e simplicidade os dons de Deus, para manifestarem gratidão. É preciso ter uma resposta de gratidão e de adesão à proposta de salvação que Deus faz. Qual é a minha atitude perante Deus? Reconheço e agradeço os dons que Deus realiza em minha vida?

Como lidamos com aqueles que a sociedade de hoje considera “leprosos” e que, muitas vezes, se encontram numa situação de exclusão e de marginalidade: com desprezo, com indiferença, com medo de ficar contaminados ou como testemunhas da bondade e do amor de Deus?

Curiosamente, os dez “leprosos” não são curados imediatamente por Jesus, mas a “lepra” desaparece “no caminho”, quando iam mostrar-se aos sacerdotes. Isto sugere que a ação libertadora de Jesus não é uma ação mágica, caída repentinamente do céu, mas um processo progressivo (o “caminho” define, neste contexto, a caminhada cristã), no qual o crente vai descobrindo e interiorizando os valores de Jesus, até à adesão plena às suas propostas e à efetiva transformação do coração. Assim, a nossa “cura” não é um momento mágico que acontece quando somos batizados ou fazemos a primeira comunhão; mas é uma caminhada progressiva, durante a qual descobrimos Cristo e nascemos para a vida nova. Como está decorrendo este “caminho” espiritual? A que ponto estou nesta caminhada?

3. ORATIO – oração

Pense em todos os momentos quem que Deus tem sido bom para você. Anote-os, faça uma lista para mais tarde recordar. Responda a Deus com gratidão e louvor. Peça a Deus para o ajudar a ser sempre agradecido, por todos os dons recebidos na vida. Peça também perdão pelas vezes em que não reconheceu os dons de Deus.

4. CONTEMPLATIO – contemplação
Contemple com o texto de Filipenses: “Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito: alegrai-vos! Seja conhecida de todos os homens a vossa bondade. O Senhor está próximo. Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças” (4,4-6).

5. MISSIO – missão
“A nossa santidade não consiste em fazer milagres, mas em cumprir os nossos deveres com perfeição no devido tempo e lugar.” José Allamano

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Igreja Missionária, no livro dos Atos dos Apóstolos (parte 1)

Por: Francisco Rubeaux, omi


A missão de Jesus continua: “Como o Pai me enviou, eu também vos envio.” (João 20, 21). Lucas nos conta que Jesus Ressuscitado ficou ainda quarenta dias junto aos seus discípulos, preparando-os para a missão: “A eles mostrou-se vivo após a paixão com numerosas e indiscutíveis provas; apareceu-lhes por espaço de quarenta dias, falando-lhes do reino de Deus... O Espírito Santo descerá sobre vós e dele recebereis a força. Serão, então, minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, a até os confins da terra.” (Atos 1, 8). Podemos constatar que a missão de Jesus continua pela ação dos Apóstolos. A Igreja que se reuni na fé no Senhor Jesus Cristo é por natureza missionária. Vamos ver como os primeiros cristãos tiveram consciência dessa dimensão no seu seguimento a Jesus.

Para melhor entender a missão como responsabilidade da Igreja, no livro dos Atos, vamos reler e tomar como referência o texto de Atos 13, 1-5. “Havia na Igreja de Antioquia, profetas e doutores: Barnabé, Simeão apelidado de Níger, Lúcio de Cirene, e ainda Manaem, amigo de infância do tetrarca Herodes, e Saulo. Certo dia, enquanto celebravam o culto do Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo: separai-me Barnabé e Saulo para a obra a que os destinei. Então, depois de terem jejuado e orado, lhes impuseram as mãos e despediram-nos. Enviados, pois, pelo Espírito S, desceram eles a Seleûcia, e dali navegaram, para Chipre. Havendo chegado a Salamina, puseram-se a anunciar a Palavra de Deus nas sinagogas dos judeus. Tinham consigo, como auxiliar João.”


1. A missão é do Espírito Santo.

No passado, o livro dos Atos era chamado de “Evangelho do Espírito Santo.” Se fizermos uma pesquisa dos nomes de pessoas mais citadas no livro dos Atos, vamos descobrir que não é o nome de Pedro, nem de Paulo e sim do Espírito Santo. É Ele que está na origem da missão. Isso nos é contado na narração de Pentecostes: “Apareceram umas como línguas de fogo, que se distribuíram e foram pousar sobre cada um deles... Achavam-se então em Jerusalém homens piedosos de todas as nações que há debaixo do céu. Ao se produzir o ruído, a multidão se reuniu e estava confusa: pois cada qual os ouvia falar em sua própria língua. Estupefatos e surpresos diziam: não são todos Galileus esses que falam? Como é, pois, que cada um de nós os ouve em sua própria língua materna?” (Atos 2, 3 e 58).

O Espírito Santo dá coragem para a missão: “Enquanto oravam, tremeu o lugar onde se achavam reunidos; todos ficaram repletos do Espírito Santo e puseram-se a anunciar a Palavra de Deus com firmeza” (Atos 4, 31).

O Espírito Santo orienta a missão: “Ainda estava Pedro meditando sobre a visão, quando o Espírito lhe disse: eis que aí estão alguns homens à tua procura. Levanta-te, pois, e desce, e vai com eles sem hesitação porque fui eu que os enviei” (Atos 10, 19-20).

Podemos ainda ler em Atos 16, 6-8: “Eles percorreram a Frigia e o território gálata; o Espírito Santo os havia impedido de anunciar a Palavra na Ásia. Chegando aos confins da Mísia, tentaram penetrar na Bitínia, mas o Espírito de Jesus não o permitiu. Atravessaram então a Mísia e desceram a Trôade.”

O Espírito Santo é o animador da Igreja.


2. A missão é comunitária, toda a comunidade está engajada na missão.

É no seio de uma comunidade em oração que o Espírito convoca para a missão. A comunidade está atenta à ação do Espírito: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas” (Apocalipse 2, 7).

Em sinal de participação à missão dos dois, a comunidade toda vai impor as mãos. Esse gesto é um gesto de solidariedade e de delegação para uma tarefa. Assim a comunidade tem consciência que a missão é de todos, e os dois vão em nome de toda a comunidade. Eles não são francos atiradores. Não vão para satisfazer sua vontade própria, vão mandados pelo Espírito e pela comunidade que foi atenta aos apelos do Espírito. É por isso que, ao terminar cada viagem missionária, os enviados vão voltar para a comunidade e contar tudo o que aconteceu: “Ao chegarem, reuniram a Igreja e puseram-se a referir tudo o que Deus tinha feito com eles, e como havia aberto a porta de fé aos pagãos. Permaneceram em seguida com os discípulos bastante tempo.” (Atos 14, 27-28).

Em Corinto, é de uma pequena comunidade “doméstica” que parte a evangelização da cidade: “Paulo foi para Corinto, lá encontrou um judeu chamado Áquila e sua mulher Priscila. Aliou-se a eles...” (Atos 18, 1-5).

A missão tem por objetivo formar comunidades. foi esse o resultado do trabalho missionário de Barnabé e Paulo: “Depois de ter feito orações acompanhadas de jejum, designaram anciãos em cada Igreja, e confiaram-nos ao Senhor em quem haviam acreditado”. (Atos 14, 23).

A missão parte da comunidade e volta à comunidade depois de ter suscitado novas comunidades. A missão só pode se relacionar com comunidade.


3. A missão é testemunhar e anunciar a Boa Nova: Jesus é o Cristo e está vivo.

Aos judeus os Apóstolos anunciam Jesus ressuscitado: “Saiba, portanto toda a casa de Israel, com certeza: Deus constituiu Senhor e Cristo, a esse Jesus que vós crucificastes.” (Atos 2, 36).

Assim são reconhecidos os Apóstolos em Filipos: “Esses homens são servos do Deus Altíssimo, que vos anunciam o caminho da salvação”. (Atos 16, 17).

Para apoiar a verdade do que anunciam sempre os Apóstolos afirmam: disto nós somos testemunhas (Atos 2, 32; 3, 15; 5, 32; 10, 40-42).

A nova convivência que nasce da fé no Ressuscitado torna-se também testemunho: é a fé e a prática, a fé e a vida:

“A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém considerava seu o que possuía, mas tudo era comum entre eles.

Com muita vigor, os Apóstolos davam TESTEMUNHO DA RESSURREIÇÃO do Senhor Jesus. E todos eles tinham grande aceitação.

“Não havia entre eles indigente algum, porquanto os que possuíam terras ou casas vendiam-nas, traziam o dinheiro, e o colocavam aos pés dos Apóstolos, e distribuía-se a cada um segundo a sua necessidade”. (Atos 4, 32-35).

Se alguns vão levam a Boa Nova mais adiante, toda a comunidade é responsável pela missão. A missão não depende somente do desempenho dos missionários, mas também do testemunho da comunidade. Portanto a vida da Igreja também tem uma dimensão missionária.



sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O Vestido Azul

Num bairro pobre de uma cidade distante, morava uma garotinha muito bonita. Ela freqüentava a escola local. Sua mãe não tinha muito cuidado e a criança quase sempre se apresentava suja. Suas roupas eram muito velhas e maltratadas.

O professor ficou penalizado com a situação da menina. "Como é que uma menina tão bonita, pode vir para a escola tão mal arrumada?".

Separou algum dinheiro do seu salário e, embora com dificuldade, resolveu lhe comprar um vestido novo. Ela ficou linda no vestido azul.

Quando a mãe viu a filha naquele lindo vestido azul, sentiu que era lamentável que sua filha, vestindo aquele traje novo, fosse tão suja para a escola. Por isso, passou a lhe dar banho todos os dias, pentear seus cabelos, cortar suas unhas.

Quando acabou a semana, o pai falou: "mulher, você não acha uma vergonha que nossa filha, sendo tão bonita e bem arrumada, more em um lugar como este, caindo aos pedaços? Que tal você ajeitar a casa? Nas horas vagas, eu vou dar uma pintura nas paredes, consertar a cerca e plantar um jardim."

Logo mais, a casa se destacava na pequena vila pela beleza das flores que enchiam o jardim, e o cuidado em todos os detalhes. Os vizinhos ficaram envergonhados por morar em barracos feios e resolveram também arrumar as suas casas, plantar flores, usar pintura e criatividade.

Em pouco tempo, o bairro todo estava transformado. Um homem, que acompanhava os esforços e as lutas daquela gente, pensou que eles bem mereciam um auxílio das autoridades. Foi ao prefeito expor suas idéias e saiu de lá com autorização para formar uma comissão para estudar os melhoramentos que seriam necessários ao bairro.

A rua de barro e lama foi substituída por asfalto e calçadas de pedra. Os esgotos a céu aberto foram canalizados e o bairro ganhou ares de cidadania.

E tudo começou com um vestido azul. Não era intenção daquele professor consertar toda a rua, nem criar um organismo que socorresse o bairro. Ele fez o que podia, deu a sua parte. Fez o primeiro movimento que acabou fazendo que outras pessoas se motivassem a lutar por melhorias. Será que cada um de nós está fazendo a sua parte no lugar em que vive?