Missionário da Consolata na Colômbia e no Equador...

terça-feira, 19 de outubro de 2010

6º Dia da Novena Missionária (com esquema e vídeo)

Missão e Partilha da Terra:
A Questão da Terra, os Refugiados, o Êxodo Rural, a Questão das Migrações (Centro-Oeste do Brasil e América Latina)

Preparação do ambiente, acolhida e abertura,(clique aqui).
Se possível, colocar em destaque uma bacia com terra, ou uma bolsa ou uma mala.

Coordenador: Quando Deus criou o mundo, mandou que o homem povoasse a terra e a submetesse. Quis dar ao homem o controle sobre toda a Criação. Quando libertou o povo da escravidão do Egito e o fez entrar na Terra Prometida, dividiu igualmente a terra entre as tribos de Israel. Não quis que ninguém ficasse sem nada. Todos receberam o necessário para viver dignamente.

Leitor 1: Porém a cobiça humana leva algumas pessoas a acumularem muitas terras, forçando seus moradores a abandonarem a parte que lhes cabia. Vendemnas (quando não lhes são tomadas) por preços ridículos, e vão para as cidades grandes em busca de “melhor oportunidade”. Muitos se mudam até de país.

Leitor 2: Muitos destes migrantes entram clandestinamente em outros países e, como não têm documentos, são migrantes ilegais e, por isso, explorados ou expulsos. Não têm nenhum direito garantido, vivem com medo de tudo e de todos, sujeitando-se aos piores serviços, que as pessoas do lugar não querem fazer.

Leitor 3: Há também a questão dos refugiados de guerra, que são milhões em todo o mundo. Vivem em acampamentos cheios de poeira e sujeira, sem nenhuma condição sanitária. A maioria são mulheres e crianças que perderam seus maridos ou pais nas guerras. Para eles falta tudo: pão, água potável, roupas, escola, dignidade, esperança...

Leitor 4: Também são seres humanos como nós, com os mesmos direitos que temos. Como discípulos-missionários de Jesus, temos de nos preocupar com eles, e fazer alguma coisa para diminuir seus sofrimentos. Também com eles devemos partilhar nossos bens e nossa fé, pois eles também clamam por ajuda e justiça.

Fato da vida
Pode-se, neste momento, assistir ao vídeo 6 do DVD.

Um Lápis nas Mãos de Deus
Resumir trinta e um anos vividos na Índia, Estado de Andra Pradesh, como missionário leigo do Pime, é um trabalho insano. Mas o Ir. Enrico Meregalli, italiano, 57 anos, sem desperdiçar uma palavra, sintetiza: “Estou na Índia para testemunhar Cristo com o meu trabalho...”
Suas mãos falam mais que a boca. São as mãos de quem começou a trabalhar, desde menino, com ferro e, depois, com madeira, e nunca mais parou: “Eu fazia bijuterias em minha terra natal. Mas minha vocação era outra.
Depois da minha formação para irmão no seminário na Itália, em 1974 parti para a Índia, na condição de missionário leigo. Acho mesmo que fui o último missionário a entrar no país, antes das restrições impostas pelo governo.”
“Com outro irmão, Francesco Sartori, vimo-nos rapidamente trabalhando na escola criada pelo Ir. Carlo Bertoli, dedicada a São Francisco Xavier. Havia cinqüenta rapazes que aprendiam a usar as ferramentas de mecânicos e marceneiros. Começamos a fazer camas, bancadas, portas, a ocuparmo-nos com instalações elétricas, carrocerias, entalhes e escultura. Hoje temos cento e vinte rapazes, e somos reconhecidos como um Instituto profissionalizante, um dos maiores da região. E somos a única escola de entalhes em um raio de 300 quilômetros. Em trinta anos, vi passar por ela pelo menos dois mil alunos. Os nossos rapazes encontram trabalho rapidamente, e podem manter suas famílias. Alguns também se tornam empreendedores, e ajudam os estudantes que chegaram depois deles.”
“A oração define toda a sua jornada indiana, junto com o ruído e o cansaço do trabalho: Doar-me ao Senhor dá uma alegria imensa. Sinto-a por meio dos jovens estudantes, dos pobres, dos doentes. Às vezes, a fila de pobres que nos procuram para ter um pouco de água chega a cem metros. E encontram refúgio sob o nosso teto, na estação dos tufões. Resumindo, a escola é o refúgio de todos. Na Europa se esbanja muita água. Em vinte anos, abri aqui na Índia sessenta poços. Cada novo poço é uma festa, porque o povo do lugar não precisa mais andar quilômetros para ter água. Ficam felizes com o poço e dizem: ‘Ah, se não fosse você!’ Mas sou apenas um lápis nas mãos de Deus, como dizia Madre Teresa. O arquiteto é Ele, é Deus. Rezem, digo ao povo, apesar de não conhecerem Aquele que me mandou.”
(Mundo e Missão, jan./fev. de 2006, p. 5)

Canto ou refrão de aclamação
Palavra de Deus: Ex 3,7-10.
Partilha:
- Se vocês viram o vídeo, o que mais lhe chamou a atenção. Por quê?
- De qual ponto do testemunho de Enrico você mais gostou? Por quê?
- Que podemos fazer para anunciar Jesus a quem também teve de sair de sua terra?

Canto: índice dos cantos sugeridos.
Preces:
Coordenador: Elevemos a Deus nossos pedidos, por nós mesmos e pelas necessidades missionárias do mundo todo. No final de cada prece, diremos:
Senhor, escutai a nossa prece!
1. Pelos migrantes, para que encontrem em nós, cristãos, seus irmãos de fé e de caminhada, rezemos ao Senhor.
2. Por aqueles que são obrigados a deixar suas terras, para que não desanimem e tenham sempre a coragem de recomeçar, rezemos ao Senhor.
3. Pela conversão dos que exploram o pobre, rezemos ao Senhor.
Preces espontâneas.

Coordenador: A Europa tem conhecido bem de perto o fenômeno da migração e imigração (muitas vezes ilegal). Vamos rezar uma dezena do rosário missionário, para que os europeus saibam acolher e evangelizar as pessoas que chegam lá, e, assim, possam fortalecer sua própria fé, ao partilhá-la.
Pai-Nosso, dez Ave-Marias, Glória-ao-Pai.

Voltar ao Esquema para Todos os Dias, a partir da Oração Missionária 2010, até o final.

OBS: todo o material da campanha missionária (estes e outros) estão disponíveis no site das POM:

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

CARTA DO PAPA BENTO XVI AOS SEMINARISTAS

Queridos Seminaristas,


1º Congresso Missionário Nacional de
Seminaristas - Brasília, julho de 2010

Em Dezembro de 1944, quando fui chamado para o serviço militar, o comandante de companhia perguntou a cada um de nós a profissão que sonhava ter no futuro. Respondi que queria tornar-me sacerdote católico. O subtenente replicou: Nesse caso, convém-lhe procurar outra coisa qualquer; na nova Alemanha, já não há necessidade de padres. Eu sabia que esta «nova Alemanha» estava já no fim e que, depois das enormes devastações causadas por aquela loucura no país, mais do que nunca haveria necessidade de sacerdotes. Hoje, a situação é completamente diversa; porém de vários modos, mesmo em nossos dias, muitos pensam que o sacerdócio católico não seja uma «profissão» do futuro, antes pertenceria já ao passado. Contrariando tais objecções e opiniões, vós, queridos amigos, decidistes-vos a entrar no Seminário, encaminhando-vos assim para o ministério sacerdotal na Igreja Católica. E fizestes bem, porque os homens sempre terão necessidade de Deus – mesmo na época do predomínio da técnica no mundo e da globalização –, do Deus que Se mostrou a nós em Jesus Cristo e nos reúne na Igreja universal, para aprender, com Ele e por meio d’Ele, a verdadeira vida e manter presentes e tornar eficazes os critérios da verdadeira humanidade. Sempre que o homem deixa de ter a noção de Deus, a vida torna-se vazia; tudo é insuficiente. Depois o homem busca refúgio na alienação ou na violência, ameaça esta que recai cada vez mais sobre a própria juventude. Deus vive; criou cada um de nós e, por conseguinte, conhece a todos. É tão grande que tem tempo para as nossas coisas mais insignificantes: «Até os cabelos da vossa cabeça estão contados». Deus vive, e precisa de homens que vivam para Ele e O levem aos outros. Sim, tem sentido tornar-se sacerdote: o mundo tem necessidade de sacerdotes, de pastores hoje, amanhã e sempre enquanto existir.

O Seminário é uma comunidade que caminha para o serviço sacerdotal. Nestas palavras, disse já algo de muito importante: uma pessoa não se torna sacerdote, sozinha. É necessária a «comunidade dos discípulos», o conjunto daqueles que querem servir a Igreja de todos. Com esta carta, quero evidenciar – olhando retrospectivamente também para o meu tempo de Seminário – alguns elementos importantes para o vosso caminho a fazer nestes anos.

1. Quem quer tornar-se sacerdote, deve ser sobretudo um «homem de Deus», como o apresenta São Paulo (1 Tm 6, 11). Para nós, Deus não é uma hipótese remota, não é um desconhecido que se retirou depois do «big-bang». Deus mostrou-Se em Jesus Cristo. No rosto de Jesus Cristo, vemos o rosto de Deus. Nas suas palavras, ouvimos o próprio Deus a falar connosco. Por isso, o elemento mais importante no caminho para o sacerdócio e ao longo de toda a vida sacerdotal é a relação pessoal com Deus em Jesus Cristo. O sacerdote não é o administrador de uma associação qualquer, cujo número de membros se procura manter e aumentar. É o mensageiro de Deus no meio dos homens; quer conduzir a Deus, e assim fazer crescer também a verdadeira comunhão dos homens entre si. Por isso, queridos amigos, é muito importante aprenderdes a viver em permanente contacto com Deus. Quando o Senhor fala de «orar sempre», naturalmente não pede para estarmos continuamente a rezar por palavras, mas para conservarmos sempre o contacto interior com Deus. Exercitar-se neste contacto é o sentido da nossa oração. Por isso, é importante que o dia comece e acabe com a oração; que escutemos Deus na leitura da Sagrada Escritura; que Lhe digamos os nossos desejos e as nossas esperanças, as nossas alegrias e sofrimentos, os nossos erros e o nosso agradecimento por cada coisa bela e boa, e que deste modo sempre O tenhamos diante dos nossos olhos como ponto de referência da nossa vida. Assim tornamo-nos sensíveis aos nossos erros e aprendemos a trabalhar para nos melhorarmos; mas tornamo-nos sensíveis também a tudo o que de belo e bom recebemos habitualmente cada dia, e assim cresce a gratidão. E, com a gratidão, cresce a alegria pelo facto de que Deus está perto de nós e podemos servi-Lo.

2. Para nós, Deus não é só uma palavra. Nos sacramentos, dá-Se pessoalmente a nós, através de elementos corporais. O centro da nossa relação com Deus e da configuração da nossa vida é a Eucaristia; celebrá-la com íntima participação e assim encontrar Cristo em pessoa deve ser o centro de todas as nossas jornadas. Para além do mais, São Cipriano interpretou a súplica do Evangelho «o pão nosso de cada dia nos dai hoje», dizendo que o pão «nosso», que, como cristãos, podemos receber na Igreja, é precisamente Jesus eucarístico. Por conseguinte, na referida súplica do Pai Nosso, pedimos que Ele nos conceda cada dia este pão «nosso»; que o mesmo seja sempre o alimento da nossa vida, que Cristo ressuscitado, que Se nos dá na Eucaristia, plasme verdadeiramente toda a nossa vida com o esplendor do seu amor divino. Para uma recta celebração eucarística, é necessário aprendermos também a conhecer, compreender e amar a liturgia da Igreja na sua forma concreta. Na liturgia, rezamos com os fiéis de todos os séculos; passado, presente e futuro encontram-se num único grande coro de oração. A partir do meu próprio caminho, posso afirmar que é entusiasmante aprender a compreender pouco a pouco como tudo isto foi crescendo, quanta experiência de fé há na estrutura da liturgia da Missa, quantas gerações a formaram rezando.

3. Importante é também o sacramento da Penitência. Ensina a olhar-me do ponto de vista de Deus e obriga-me a ser honesto comigo mesmo; leva-me à humildade. Uma vez o Cura d’Ars disse: Pensais que não tem sentido obter a absolvição hoje, sabendo entretanto que amanhã fareis de novo os mesmos pecados. Mas – assim disse ele – o próprio Deus neste momento esquece os vossos pecados de amanhã, para vos dar a sua graça hoje. Embora tenhamos de lutar continuamente contra os mesmos erros, é importante opor-se ao embrutecimento da alma, à indiferença que se resigna com o facto de sermos feitos assim. Na grata certeza de que Deus me perdoa sempre de novo, é importante continuar a caminhar, sem cair em escrúpulos mas também sem cair na indiferença, que já não me faria lutar pela santidade e o aperfeiçoamento. E, deixando-me perdoar, aprendo também a perdoar aos outros; reconhecendo a minha miséria, também me torno mais tolerante e compreensivo com as fraquezas do próximo.

4. Mantende em vós também a sensibilidade pela piedade popular, que, apesar de diversa em todas as culturas, é sempre também muito semelhante, porque, no fim de contas, o coração do homem é o mesmo. É certo que a piedade popular tende para a irracionalidade e, às vezes, talvez mesmo para a exterioridade. No entanto, excluí-la, é completamente errado. Através dela, a fé entrou no coração dos homens, tornou-se parte dos seus sentimentos, dos seus costumes, do seu sentir e viver comum. Por isso a piedade popular é um grande património da Igreja. A fé fez-se carne e sangue. Seguramente a piedade popular deve ser sempre purificada, referida ao centro, mas merece a nossa estima; de modo plenamente real, ela faz de nós mesmos «Povo de Deus».

5. O tempo no Seminário é também e sobretudo tempo de estudo. A fé cristã possui uma dimensão racional e intelectual, que lhe é essencial. Sem tal dimensão, a fé deixaria de ser ela mesma. Paulo fala de uma «norma da doutrina», à qual fomos entregues no Baptismo (Rm 6, 17). Todos vós conheceis a frase de São Pedro, considerada pelos teólogos medievais como a justificação para uma teologia elaborada racional e cientificamente: «Sempre prontos a responder (…) a todo aquele que vos perguntar “a razão” (logos) da vossa esperança» (1 Ped 3, 15). Adquirir a capacidade para dar tais respostas é uma das principais funções dos anos de Seminário. Tudo o que vos peço insistentemente é isto: Estudai com empenho! Fazei render os anos do estudo! Não vos arrependereis. É certo que muitas vezes as matérias de estudo parecem muito distantes da prática da vida cristã e do serviço pastoral. Mas é completamente errado pôr-se imediatamente e sempre a pergunta pragmática: Poderá isto servir-me no futuro? Terá utilidade prática, pastoral? É que não se trata apenas de aprender as coisas evidentemente úteis, mas de conhecer e compreender a estrutura interna da fé na sua totalidade, de modo que a mesma se torne resposta às questões dos homens, os quais, do ponto de vista exterior, mudam de geração em geração e todavia, no fundo, permanecem os mesmos. Por isso, é importante ultrapassar as questões volúveis do momento para se compreender as questões verdadeiras e próprias e, deste modo, perceber também as respostas como verdadeiras respostas. É importante conhecer a fundo e integralmente a Sagrada Escritura, na sua unidade de Antigo e Novo Testamento: a formação dos textos, a sua peculiaridade literária, a gradual composição dos mesmos até se formar o cânon dos livros sagrados, a unidade dinâmica interior que não se nota à superfície, mas é a única que dá a todos e cada um dos textos o seu pleno significado. É importante conhecer os Padres e os grandes Concílios, onde a Igreja assimilou, reflectindo e acreditando, as afirmações essenciais da Escritura. E poderia continuar assim: aquilo que designamos por dogmática é a compreensão dos diversos conteúdos da fé na sua unidade, mais ainda, na sua derradeira simplicidade, pois cada um dos detalhes, no fim de contas, é apenas explanação da fé no único Deus, que Se manifestou e continua a manifestar-Se a nós. Que é importante conhecer as questões essenciais da teologia moral e da doutrina social católica, não será preciso que vo-lo diga expressamente. Quão importante seja hoje a teologia ecuménica, conhecer as várias comunidade cristãs, é evidente; e o mesmo se diga da necessidade duma orientação fundamental sobre as grandes religiões e, não menos importante, sobre a filosofia: a compreensão daquele indagar e questionar humano ao qual a fé quer dar resposta. Mas aprendei também a compreender e – ouso dizer – a amar o direito canónico na sua necessidade intrínseca e nas formas da sua aplicação prática: uma sociedade sem direito seria uma sociedade desprovida de direitos. O direito é condição do amor. Agora não quero continuar o elenco, mas dizer-vos apenas e uma vez mais: Amai o estudo da teologia e segui-o com diligente sensibilidade para ancorardes a teologia à comunidade viva da Igreja, a qual, com a sua autoridade, não é um pólo oposto à ciência teológica, mas o seu pressuposto. Sem a Igreja que crê, a teologia deixa de ser ela própria e torna-se um conjunto de disciplinas diversas sem unidade interior.

6. Os anos no Seminário devem ser também um tempo de maturação humana. Para o sacerdote, que terá de acompanhar os outros ao longo do caminho da vida e até às portas da morte, é importante que ele mesmo tenha posto em justo equilíbrio coração e intelecto, razão e sentimento, corpo e alma, e que seja humanamente «íntegro». Por isso, a tradição cristã sempre associou às «virtudes teologais» as «virtudes cardeais», derivadas da experiência humana e da filosofia, e também em geral a sã tradição ética da humanidade. Di-lo, de maneira muito clara, Paulo aos Filipenses: «Quanto ao resto, irmãos, tudo o que é verdadeiro, nobre e justo, tudo o que é puro, amável e de boa reputação, tudo o que é virtude e digno de louvor, isto deveis ter no pensamento» (4, 8). Faz parte deste contexto também a integração da sexualidade no conjunto da personalidade. A sexualidade é um dom do Criador, mas também uma função que tem a ver com o desenvolvimento do próprio ser humano. Quando não é integrada na pessoa, a sexualidade torna-se banal e ao mesmo tempo destrutiva. Vemos isto, hoje, em muitos exemplos da nossa sociedade. Recentemente, tivemos de constatar com grande mágoa que sacerdotes desfiguraram o seu ministério, abusando sexualmente de crianças e adolescentes. Em vez de levar as pessoas a uma humanidade madura e servir-lhes de exemplo, com os seus abusos provocaram devastações, pelas quais sentimos profunda pena e desgosto. Por causa de tudo isto, pode ter-se levantado em muitos, e talvez mesmo em vós próprios, esta questão: se é bom fazer-se sacerdote, se o caminho do celibato é sensato como vida humana. Mas o abuso, que há que reprovar profundamente, não pode desacreditar a missão sacerdotal, que permanece grande e pura. Graças a Deus, todos conhecemos sacerdotes convincentes, plasmados pela sua fé, que testemunham que, neste estado e precisamente na vida celibatária, é possível chegar a uma humanidade autêntica, pura e madura. Entretanto o sucedido deve tornar-nos mais vigilantes e solícitos, levando precisamente a interrogarmo-nos cuidadosamente a nós mesmos diante de Deus ao longo do caminho rumo ao sacerdócio, para compreender se este constitui a sua vontade para mim. É função dos padres confessores e dos vossos superiores acompanhar-vos e ajudar-vos neste percurso de discernimento. É um elemento essencial do vosso caminho praticar as virtudes humanas fundamentais, mantendo o olhar fixo em Deus que Se manifestou em Cristo, e deixar-se incessantemente purificar por Ele.

7. Hoje os princípios da vocação sacerdotal são mais variados e distintos do que nos anos passados. Muitas vezes a decisão para o sacerdócio desponta nas experiências de uma profissão secular já assumida. Frequentemente cresce nas comunidades, especialmente nos movimentos, que favorecem um encontro comunitário com Cristo e a sua Igreja, uma experiência espiritual e a alegria no serviço da fé. A decisão amadurece também em encontros muito pessoais com a grandeza e a miséria do ser humano. Deste modo os candidatos ao sacerdócio vivem muitas vezes em continentes espirituais completamente diversos; poderá ser difícil reconhecer os elementos comuns do futuro mandato e do seu itinerário espiritual. Por isso mesmo, o Seminário é importante como comunidade em caminho que está acima das várias formas de espiritualidade. Os movimentos são uma realidade magnífica; sabeis quanto os aprecio e amo como dom do Espírito Santo à Igreja. Mas devem ser avaliados segundo o modo como todos se abrem à realidade católica comum, à vida da única e comum Igreja de Cristo que permanece uma só em toda a sua variedade. O Seminário é o período em que aprendeis um com o outro e um do outro. Na convivência, por vezes talvez difícil, deveis aprender a generosidade e a tolerância não só suportando-vos mutuamente, mas também enriquecendo-vos um ao outro, de modo que cada um possa contribuir com os seus dotes peculiares para o conjunto, enquanto todos servem a mesma Igreja, o mesmo Senhor. Esta escola da tolerância, antes do aceitar-se e compreender-se na unidade do Corpo de Cristo, faz parte dos elementos importantes dos anos de Seminário.

Queridos seminaristas! Com estas linhas, quis mostrar-vos quanto penso em vós precisamente nestes tempos difíceis e quanto estou unido convosco na oração. Rezai também por mim, para que possa desempenhar bem o meu serviço, enquanto o Senhor quiser. Confio o vosso caminho de preparação para o sacerdócio à protecção materna de Maria Santíssima, cuja casa foi escola de bem e de graça. A todos vos abençoe Deus omnipotente Pai, Filho e Espírito Santo.

Vaticano, 18 de Outubro – Festa de São Lucas, Evangelista – do ano 2010.

 Vosso no Senhor
BENEDICTUS PP XVI

5º Dia da Novena Missionária (com esquema e vídeo)

Missão e Religiosidade Popular:
Deus Torna-Se Presente por Meio dos Símbolos do Povo Simples

Preparação do ambiente, acolhida e abertura, (clique aqui).
Se possível, colocar em destaque um balde, um chapéu, um rosário ou uma imagem de Maria ou de algum santo.

Coordenador: Nosso povo, sobretudo no interior do país, sempre teve formas especiais de expressar sua fé. São muito comuns, por exemplo, as romarias, as procissões, as devoções, as novenas, rosários nas casas, congadas, folia de Reis, etc.

Leitor 1: Todas estas formas de religiosidade popular são legítimas e aprovadas pela Igreja, desde que sejam purificadas de elementos que são estranhos á fé católica, que não confundam a Igreja de Jesus com outras crenças.

Leitor 2: Nossos bispos, reunidos em Aparecida, disseram que “em nossa cultura latino-americana e caribenha conhecemos o papel tão nobre e orientador que a religiosidade popular desempenha, especialmente a devoção mariana, que contribuiu para nos tornar mais conscientes de nossa comum condição de filhos de Deus, e de nossa comum dignidade perante seus olhos, não obstante as diferenças sociais, étnicas ou de qualquer outro tipo” (DAp, nº 38).

Leitor 3: Os cristãos da África também têm sua maneira toda própria de expressar sua fé. As liturgias são bem animadas, com muita música, danças e cores. Saber aproveitar bem os elementos de determinada cultura, descobrindo neles a presença de Deus e, portanto, valorizando-os, chama-se inculturação.

Leitor 4: Todas as culturas têm seus valores. Como cristãos, precisamos aprender a identificá-las e cristianizá-las, isto é, mostrar que Deus está ali presente, ainda que tenha permanecido silencioso durante muito tempo.

Fato da vida
Pode-se, neste momento, assistir ao vídeo 5 do DVD.

Missionários entre os Índios Ticunas no Amazonas
Fr. Paulo Maria Braghini, 34 anos, italiano de Sesona, Província de Varese, é missionário na Aldeia Indígena Ticuna Belém do Solimões, em Tabatinga, AM, Missão dos Frades Menores Capuchinhos da Província do Amazonas. Diz ele:
“Até os meus dezenove anos de idade, eu levava uma vida comum, tinha namorada, pensava em me casar, estudar Medicina. Mas naquela época comecei a sentir um forte e insistente apelo de Cristo. Em contato com os missionários do Pime, eu pensava que devesse ir para a Missão na Índia ou na África. Mas certo dia, de repente, senti o desejo de visitar Assis, cidade de São Francisco. Fui sem nenhuma programação, sem nem saber aonde ir...
Chegando lá, um jovem, que encontrei no trem, acompanhou-me ao convento dos capuchinhos, que iniciavam um encontro vocacional. O responsável era um frade que trabalhava no Amazonas. E descobri a minha vocação. Formei-me em Assis mesmo, até que fui enviado para o Amazonas, e, como primeiro destino, fui morar entre os índios ticunas.
Estou aqui desde 2006, em uma aldeia ticuna, com outros dois frades brasileiros, um baiano e um paraense. Tem sido uma experiência maravilhosa, com muitas dificuldades, muita pobreza, mas com a alegria de percebermos o quando cresceu a confiança recíproca, como somos de verdade uma família com eles.
Assumimos o desafio da luta contra o alcoolismo, a violência e o suicídio, que tanto atingem a juventude indígena.
Visitamos continuamente cerca de 60 aldeias: 50 ticunas, dez cocamas e uma canamari. As dificuldades para estas visitas são grandes: só de canoa e barco, podendo a viagem levar 12 horas ou mais...
Trabalhar pelo resgate da cultura indígena é um dos nossos desafios. Pensando nisto, promovemos um festival de cultura indígena, com música, cantos, instrumentos musicais, danças, pinturas corporais, roupas e mitos, tudo integrado.
Em geral, só os adultos homens conhecem o português. O ticuna é uma língua isolada, bastante difícil para nós... Somos ajudados por tradutores. Quanto á evangelização, os índios foram cristianizados, mas só em nível sacramental, sem a compreensão real do Evangelho. Por isto investimos na formação de catequistas índios, que passam a evangelizá-los na língua e cultura deles. A Bíblia ainda não foi bem traduzida para o contexto dos ticunas brasileiros. A tradução que existe, feita para os ticunas da Colômbia, não é bem compreensível pelos daqui. Quanto à liturgia, temos parte dela em ticuna, mas de forma bastante simplificada...
(SIM, n°1 de 2010)

Canto ou refrão de aclamação
Palavra de Deus: At 17,22-31
Partilha:
- Se vocês viram o vídeo, o que mais lhe chamou a atenção. Por quê?
- Qual ponto do testemunho lido você mais gostou? Por quê?
- Quais valores de nossa comunidade local precisamos valorizar mais? Como aproveitá-los em nossa vida cristã?

Canto: índice dos cantos sugeridos.
Preces:
Coordenador: Elevemos a Deus nossos pedidos, por nós mesmos e pelas necessidades missionárias do mundo todo. No final de cada prece, diremos:
Senhor, escutai a nossa prece!
1. Para que tenhamos a coragem e a disponibilidade de enviar muitos missionários a todos os povos que ainda não conhecem Jesus como Salvador, rezemos ao Senhor.
2. Para que a Igreja no Brasil se torne decididamente missionária, dentro e fora de nossas fronteiras, rezemos ao Senhor.
3. Pelos missionários espalhados por todo o mundo, para que consigam descobrir e valorizar os sinais da presença de Deus em cada cultura, rezemos ao Senhor.
Preces espontâneas.

Coordenador: Na África existe uma diversidade grande de povos e culturas. Muitos desses povos já conhecem o Evangelho, mas mais da metade ainda não. Rezemos por eles uma dezena do rosário missionário.
Pai-Nosso, dez Ave-Marias, Glória-ao-Pai.

Voltar ao Esquema para Todos os Dias, a partir da Oração Missionária 2010, até o final.


OBS: todo o material da campanha missionária (estes e outros) estão disponíveis no site das POM: 

domingo, 17 de outubro de 2010

4º Dia da Novena Missionária (com esquema e vídeo)

Missão e Partilha com os Povos Famintos
(Nordeste do Brasil e África)

Preparação do ambiente, acolhida e abertura, (clique aqui).
Se possível, colocar em destaque um prato ou panela vazia, grãos de arroz ou milho.

Coordenador: Um dos dramas que afligem nosso mundo é a fome. Estima-se que a cada três minutos morre uma criança por causas ligadas à fome. Enquanto nos países mais ricos se joga fora comida, em muitas partes do mundo as pessoas têm menos de um dólar por dia para sobreviver.

Leitor 1: Há quem diga que no Brasil se desperdiça cerca da metade da comida produzida (desde o produtor até a mesa do consumidor). Em nosso país muita gente passa fome ou é mal-alimentada. Várias cidades de nosso Nordeste, por exemplo, têm um índice de pobreza igual a muitos países da África, continente com a maior porcentagem de pobres no mundo.

Leitor 2: A comida que sobra em nossas mesas faz falta na mesa dos pobres. Hoje é um grave pecado social jogar comida fora, encher o prato para desperdiçar. O fato de termos dinheiro para comprar nossos alimentos não nos dá o direito de esbanjar. Ao contrário: torna-nos responsáveis pela partilha dos bens.

Leitor 3: Enquanto alguns querem apenas enriquecer-se, cada vez mais, acumulando bens, somos convidados a partilhar o que temos, ainda que seja pouco, com quem tem menos que nós, ou até mesmo nada tem.

Leitor 4: Ao lado da fome material, também são milhões os que têm fome do Deus verdadeiro. Milhões de pessoas ainda não sabem que Deus é Pai, que Jesus veio ao mundo para nos trazer a Salvação; que, apesar de todas as misérias do mundo, Deus nos ama com amor infinito e pessoal. Também, contra essa fome, somos chamados a partilhar a riqueza de nossa fé. Fazendo isto, também nós crescemos, pois “a fé se fortalece, quando é doada” (Carta Encíclica Redemptoris Missio, nº 2).

Fato da vida
Pode-se, neste momento, assistir ao vídeo 4 do DVD.
 

Primeiros Passos de Lucia Bolognesi, Vita Russo, Amabile Didoné e Marie Chantal
Já se passaram 11 meses do dia em que chegamos nesta nova Missão de Serrano do Maranhão, uma pequena cidade rural. Não tem periferia, pois a sede forma um único conjunto com 4.500 habitantes e 6.400 habitantes na zona rural.
A área em que vivemos é chamada de Baixada Maranhense. Dizem que é a mais pobre do Estado. A economia é movida pela lavoura de subsistência: pesca, pequenos rebanhos, trabalho na roça, queimadas e plantio, que vêm gerando degradação do solo e improdutividade. Nenhum trabalho aqui é mecanizado. Tudo é manual. A população sobrevive, em muitos casos, dos programas sociais do Governo Federal. Os serviços públicos como saúde, educação, assistência social, transporte entre as comunidades, e outros, funcionam precariamente. A população adulta é, na maioria, analfabeta. Os jovens, em particular, são as primeiras vítimas dessa situação desagradável e precária; a juventude, geralmente, procura uma saída na prostituição, no alcoolismo, nas drogas, ou vão embora.
A maioria dos habitantes é afrodescendente. Por isto muitas comunidades são “quilombolas”, mas, infelizmente, nem todas são reconhecidas como tais. Então poucos são donos da terra em que trabalham. O povo acolheu-nos com muito carinho, manifestando a alegria pela nossa presença em seu meio, com gestos concretos de partilha dos frutos da terra: verdura, farinha, frutas; também peixe, ovos, carne.
Além disso, quase todos têm o desejo de que as irmãs possam ter logo uma casa própria, pelo fato de, até agora, morarmos “de aluguel”. Quantos gestos bonitos de generosidade da parte das pessoas para a construção da casa! Tudo isto nos deixa sem palavras, nos comove profundamente e nos faz lembrar a moedinha da viúva do Evangelho, que Jesus elogiou e apresentou como exemplo. É verdade!  Os pobres são exemplo e ensinam-nos muitas coisas. É por isso que nós também sentimos a mesma alegria de partilhar com eles a vida.
Estamos ainda no começo, tentando organizar o nosso serviço no meio desse povo. Somos pequenas, e o trabalho não é fácil, mas é possível, porque Deus está sempre conosco. Agradecemos e louvamos a Deus por sua bondade para conosco e pedimos que nos dê a força de sermos sempre fiéis a Ele e ao povo que nos confiou.
(Família Xaveriana, setembro de 2009)

Canto ou refrão de aclamação
Palavra de Deus: At 2,42-45
Partilha:
- Se vocês viram o vídeo, o que mais lhe chamou a atenção. Por quê?
- De qual fato do testemunho das Irmãs você mais gostou? Por quê?
- Em nossa comunidade existe alguma situação parecida? Que podemos fazer para mudá-la?

Canto: índice dos cantos sugeridos.
Preces:
Coordenador: Elevemos a Deus nossos pedidos, por nós mesmos e pelas necessidades missionárias do mundo todo. No final de cada prece, diremos:
Senhor, escutai a nossa prece!
1. Por aquelas pessoas que correm risco de morrer por falta de comida, para que encontrem a nossa solidariedade, rezemos ao Senhor.
2. Pelos milhões de pessoas que têm fome do Deus verdadeiro, para que tenham a oportunidade de conhecê-lo por meio de nossos missionários, rezemos ao Senhor
3. Por todos os que doam suas vidas a serviço da Missão, rezemos ao Senhor.
Preces espontâneas.

Coordenador: Louvemos todos o Senhor com o Salmo 100/99.
Aclamai ao SENHOR, terra inteira, servi ao SENHOR com alegria, ide a ele gritando de alegria.
Ficai sabendo que o SENHOR é Deus, ele nos fez e nós somos seus, seu povo e rebanho do seu pasto.
Entrai por suas portas com hinos de graças, pelos seus átrios com cantos de louvor, louvai-o, bendizei seu nome; pois o SENHOR é bom, eterno é seu amor, e sua fidelidade se estende a todas as gerações.

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OBS: todo o material da campanha missionária (estes e outros) estão disponíveis no site das POM:

 

sábado, 16 de outubro de 2010

3º dia da Novena Missionária (com esquema e vídeo)

A Missão nas Periferias das Grandes Cidades

Preparação do ambiente, acolhida e abertura, (clique aqui)
Se possível, colocar em destaque roupas velhas e calçados usados.

Coordenador: Enquanto alguns vivem uma vida boa e tranquila nas grandes cidades do Brasil e do mundo, a grande maioria das pessoas vive miseravelmente nas periferias. Toda grande cidade está cercada por um “cinturão de pobreza”. Muitas vezes grandes e luxuosos edifícios escondem milhares de casebres nas favelas, para os quais falta quase tudo.

Leitor 1: Uma pequena porcentagem de pessoas acumula grandes somas de riquezas, enquanto que milhões e milhões de pessoas lutam pela sobrevivência. Enquanto sobra riqueza nos grandes centros urbanos, falta o básico nas periferias.

Leitor 2: Para muitos moradores das periferias, a presença da Igreja é o único referencial que possuem. Onde há missionários, as pessoas conseguem uma oportunidade para se promover como gente.

Leitor 3: O trabalho de solidariedade e caridade que a Igreja promove requer imensas somas de dinheiro, e nem sempre é possível conseguir tudo com as pessoas do lugar. Daí a necessidade de sermos generosos em nossa Coleta Missionária anual. A Coleta do Dia Mundial das Missões ajuda a Igreja a sustentar milhares de projetos sociais e de evangelização por toda parte do mundo. Porém, todos os anos, cerca de dois ou três mil projetos não podem ser concretizados, por falta de recursos.

Leitor 4: Embora a Coleta anual pelas Missões esteja crescendo nos últimos anos, no Brasil ainda não chega a quatro centavos por pessoa/ano. Esta é a triste média nacional. Enquanto isto, uma empresa de TV a cabo encomendou uma pesquisa com a qual se constatou que em 2007, só no Brasil, se gastou uma média de 57 dólares por pessoa/ano com pornografia. Outra pesquisa diz que, no mesmo ano, se gastou uma média de 500 reais por pessoa/ano com bebidas alcoólicas. Será que isto está certo? Será que somos mesmo “o país mais católico do mundo”?

Fato da vida
Pode-se, neste momento, assistir ao vídeo 3 do DVD.
 

“Banco do Arroz” Ajuda a Reduzir a Pobreza
Um “Banco do Arroz” para ajudar camponeses pobres a melhorar a produtividade das colheitas e melhorar seus padrões de vida: este é o objetivo da iniciativa realizada pela Cáritas do Camboja, na Província de Kandal.
Para entrar no projeto, cada camponês contribui com um “capital” de 20 kg de arroz. Em troca, ele recebe do “Banco” sementes de arroz para o plantio, de acordo com suas necessidades, com o compromisso de restituir o produto em seguida. Assim, muitos cultivam ao máximo suas terras, obtêm safras abundantes, e superam a pobreza.
A iniciativa também desenvolve a solidariedade, pois os camponeses são sustentados por todos os membros da comunidade, nas dificuldades.
A Cáritas do Camboja atua no país desde 1992, e está engajada em programas de desenvolvimento das comunidades. A seu lado, atuam outras organizações, como a Cáritas da Austrália, que iniciou um projeto para garantir alimento e água aos camponeses, e que também ensina novas técnicas de agricultura e a diversificação de colheitas.
Em três anos, mais de 63 famílias do distrito saíram da espiral da fome, e hoje vivem com dignidade, cultivando arroz, milho, trigo, soja, batata-doce, manga e outras frutas.
(Mundo e Missão, jan./fev. de 2006)

Canto ou refrão de aclamação
Palavra de Deus: Am 3,9-11 ou Hab 2,5-10
Partilha:
- Se vocês viram o vídeo, o que mais lhe chamou a atenção. Por quê?
- Gostaram da experiência do Banco de Arroz? Por quê?
- Como colocar esta experiência e o texto bíblico em prática em nossas vidas?
Você conhece a Cáritas? Em sua diocese ela está presente? Procure conhecê-la (peça orientações a seu pároco e acesse o site na internet: www.caritas.org.br).

Canto: índice dos cantos sugeridos.
Preces:
Coordenador: Elevemos a Deus nossos pedidos, por nós mesmos e pelas necessidades missionárias do mundo todo. No final de cada prece, diremos:
Senhor, escutai a nossa prece!
1. Para que saibamos colocar nossos bens em comum, a fim de que todos tenham o necessário para viver, rezemos ao Senhor.
2. Para que as iniciativas de promoção humana encontrem apoio entre nós, rezemos ao Senhor.
3. Por aqueles que, no mundo todo, se dedicam amorosamente ao próximo, como ensinou Jesus, a fim de que nunca se desanimem, rezemos ao Senhor.
Preces espontâneas.

Rezemos, em dois grupos, o Salmo 23/22:
Todos: O SENHOR é o meu pastor, nada me falta!
a) Ele me faz descansar em verdes prados, a águas tranquilas me conduz. Restaura minhas forças, guia-me pelo caminho certo, por amor do seu nome.
b) Se eu tiver de andar por vale escuro, não temerei nenhum mal , pois comigo estás. O teu bastão e teu cajado me dão segurança.
c) Diante de mim preparas uma mesa aos olhos de meus inimigos; unges com óleo minha cabeça, meu cálice transborda.
d) Felicidade e graça vão me acompanhar todos os dias da minha vida, e vou morar na casa do Senhor por muitíssimos anos.
Todos: O SENHOR é o meu pastor, nada me falta.

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OBS: todo o material da campanha missionária (estes e outros) estão disponíveis no site das POM:

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

2º dia da Novena Missionária (com esquema e vídeo)

A Missão nas Grandes Cidades
(Brasil, em especial Sul e Sudeste, e mundo, em especial Ásia e Europa)

Preparação do ambiente, acolhida e abertura. (clique aqui)
Se possível, colocar em destaque fotos, recortes de jornais e revistas mostrando grandes cidades.

Coordenador: A Igreja surgiu nas grandes cidades. Com o passar do tempo, foi se espalhando para as periferias e zona rural. Hoje, com o êxodo rural e o crescimento das cidades, a evangelização nas grandes cidades tornou-se um novo desafio para a Igreja.

Leitor 1: A cidade grande é um dos “areópagos” modernos, com sua linguagem própria, com multidões, com seus condomínios e favelas, casas e prédios cercados de grades e alarmes.

Leitor 2: Muitas vezes, na cidade grande, as pessoas sentem-se solitárias no meio da multidão. Vão em busca de uma vida melhor para si e suas famílias, mas muitas vezes encontram a miséria, a violência e a fome. No Brasil, cidades grandes como Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba,e outras têm alto padrão de vida, como cidades famosas da Ásia ou Europa, mas ao mesmo tempo apresentam o problema da violência, da droga, da falta de moradia, falta de saneamento básico, escola, hospitais e comida para todos.

Leitor 3: Como cristãos, somos questionados por essa realidade. A má distribuição dos bens dados por Deus clama por justiça.

Leitor 4: Como se não bastasse, ao chegar na cidade grande muitas vezes as pessoas perdem seu referencial comunitário e religioso. Há imensas cidades nas quais Jesus ainda é pouco ou nada conhecido e amado. São milhões e milhões os que até hoje não sabem que Jesus é o Filho de Deus que se fez homem para nos salvar.

Fato da vida
Pode-se, neste momento, assistir ao vídeo 2 do DVD.

Mais um Mártir “Brasileiro”
“Viemos para te matar, porque incomodas!” Foram essas as palavras que o assassino do Pe. Nazareno Lanciotti disse antes de disparar uma bala em sua cabeça. Pe. Nazareno morreu dia 22 de fevereiro de 2001, depois de dez dias de agonia.
Eram 16h15min do domingo 11 de fevereiro. Pe. Nazareno tinha acabado de chegar em casa, na paróquia de Jauru, MT, depois de celebrar a Eucaristia, e estava se preparando para jantar com oito dos seus colaboradores.
“Dois homens armados e encapuzados entraram, um ficou de vigia na porta, e o outro começou a ameaçar os presentes, pedindo dinheiro”, contam as testemunhas que viram tudo. “Depois se aproximou do padre e lhe falou alguma coisa no ouvido. O Pe. Nazareno abaixou a cabeça, juntou as mãos em oração e o agressor disparou um tiro.”
Os bandidos fugiram, enquanto os presentes tentavam socorrer o padre.
“Horas depois, graças a meios improvisados, o sacerdote chegou ao hospital Sírio-Libanês de São Paulo, onde os médicos fizeram uma cirurgia de emergência, extraindo a bala que havia alcançado a coluna, deixando pouquíssimas esperanças de vida.”
Nos dias seguintes, Pe. Nazareno esteve consciente, mas só conseguia mexer a cabeça. O resto do corpo estava paralisado. Antes de morrer, revelou o que o assassino lhe havia soprado no ouvido.
(Sem Fronteiras, abril de 2001, p. 11)

Canto ou refrão de aclamação
Palavra de Deus: Lc 10,1-11
Partilha:
-Se vocês viram o vídeo, o que mais lhe chamou a atenção. Por quê?
-O que você achou mais impressionante no Fato da Vida? Por quê?
-O que podemos fazer para que nós mesmos e nossa comunidade sejamos mais acolhedores?

Canto: índice dos cantos sugeridos.

Preces:
Coordenador: Elevemos a Deus nossos pedidos, por nós mesmos e pelas necessidades missionárias do mundo todo. No final de cada prece, diremos:
Senhor, escutai a nossa prece!
1. Para que em nossa comunidade saibamos ser mais acolhedores com as pessoas que chegam ou que retornam à Igreja, rezemos.
2. Por aqueles que se afastaram da Igreja, para que encontrem o caminho de volta, rezemos.
3. Por aqueles aos quais o Evangelho ainda não foi anunciado, sobretudo na Ásia, onde vive mais da metade de todos os não cristãos do mundo, rezemos.
Preces espontâneas.

Rezemos juntos uma dezena do rosário missionário.
Coordenador: Na Ásia, só três por cento da população é batizada. E foi lá que nasceram as grandes religiões do mundo. Rezemos agora uma dezena do rosário, pedindo a Deus que aquelas imensas populações tenham, como nós, a oportunidade de conhecer Jesus.
Pai-Nosso, dez Ave-Marias, Glória-ao-Pai.

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OBS: todo o material da campanha missionária (estes e outros) estão disponíveis em: