Missionário da Consolata na Colômbia e no Equador...

segunda-feira, 14 de junho de 2010

4º Dia - Novena Consolata (14 de junho)

“O verdadeiro desejo de Maria é salvar as almas. Ela tudo faz para que o sangue do seu Filho não tenha sido derramado em vão. Se alguém quiser se salvar sem passar por Maria, engana-se” (Bv. José Allamano).

Este desejo, a nossa Mãe Consolata não realiza sozinha. Ela quer a nossa cooperação para que se cumpra o mandato de Jesus: “Ide por todo o mundo, anunciai a Boa Nova” (Mc 16, 15). Nós vos pedimos ó Deus, pela intercessão de Maria, a graça de nos tornarmos verdadeiros discípulos missionários de Jesus para toda a humanidade.

Pai nosso ... Ave Maria ... Glória ao Pai...

Virgem Consolata, Rogai por nós!
 
Oração:
Ó Deus, que por meio da Virgem Maria quisestes dar-nos a verdadeira consolação, Jesus Cristo, concedei a nós que a veneramos com o título de Consolata, colaborar com Ela na obra da Redenção. Por Cristo, Senhor Nosso. Amém.

Oremos: Senhor Jesus Cristo, em vossa inefável providência quisestes que tudo recebêssemos por meio de vossa Mãe Maria, fazei que, ao venerá-la com o nome de Consolata, mereçamos sempre gozar a alegria e o conforto do seu auxílio e proteção. Vós que sois Deus, com o Pai, na unidade do Espírito Santo. Amém.

domingo, 13 de junho de 2010

3º Dia - Novena Consolata (13 de junho)

“Meu Filho, por que Você fez isso? Seu pai e eu andávamos à sua procura, cheios de aflição” (Lc 2, 48). Maria, Você é a mãe cheia de ternura que se preocupa com todas as situações concretas de nossa vida. Está perto de nós e quer que também nós vivamos sempre perto de Você. Nós lhe imploramos que nos ajude a enfrentar os perigos da vida cotidiana.
Nós nos confiamos ao seu carinho e proteção.

Pai nosso ... Ave Maria ... Glória ao Pai...

Virgem Consolata, Rogai por nós!
 
Oração:
Ó Deus, que por meio da Virgem Maria quisestes dar-nos a verdadeira consolação, Jesus Cristo, concedei a nós que a veneramos com o título de Consolata, colaborar com Ela na obra da Redenção. Por Cristo, Senhor Nosso. Amém.

Oremos: Senhor Jesus Cristo, em vossa inefável providência quisestes que tudo recebêssemos por meio de vossa Mãe Maria, fazei que, ao venerá-la com o nome de Consolata, mereçamos sempre gozar a alegria e o conforto do seu auxílio e proteção. Vós que sois Deus, com o Pai, na unidade do Espírito Santo. Amém.

sábado, 12 de junho de 2010

2º Dia - Novena Consolata (12 de junho)

Na cruz, Jesus disse a Maria: “Mulher, eis aí o seu filho”. Depois, disse ao discípulo: “Eis aí a sua mãe” (Jo 19,26-27). Se experimentamos a consolação de Deus, devemos nós também oferecê-la a quem necessita. Maria, Você é a nossa Mãe e espera que façamos gestos concretos de consolação.

As mães, muitas vezes sofrem porque seus filhos não andam por uma boa estrada. Elas oram e sempre esperam que eles repensem, reconsiderem a sua vida e retornem ao caminho do bem. Ouçamos nós também o convite de nossa Mãe e ofereçamos a ela a consolação que merece, vivendo uma vida de acordo com os ensinamentos do Seu Filho Jesus.

Pai nosso … Ave Maria … Glória ao Pai…

Virgem Consolata, Rogai por nós!

Oração:
Ó Deus, que por meio da Virgem Maria quisestes dar-nos a verdadeira consolação, Jesus Cristo, concedei a nós que a veneramos com o título de Consolata, colaborar com Ela na obra da Redenção. Por Cristo, Senhor Nosso. Amém.

Oremos: Senhor Jesus Cristo, em vossa inefável providência quisestes que tudo recebêssemos por meio de vossa Mãe Maria, fazei que, ao venerá-la com o nome de Consolata, mereçamos sempre gozar a alegria e o conforto do seu auxílio e proteção. Vós que sois Deus, com o Pai, na unidade do Espírito Santo. Amém.
 
 
 

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Lectio Divina do texto de Lucas 7,36-8,3 - 11º Domingo do Tempo Comum


Por: Patrick Silva

Um fariseu convidou Jesus para jantar. Ele entrou na casa do fariseu e sentou-se à mesa. Uma mulher, pecadora da cidade, soube que Jesus estava à mesa na casa do fariseu e trouxe um frasco de alabastro, cheio de perfume. Ela postou-se atrás, aos pés de Jesus e, chorando, lavou-os com suas lágrimas. Em seguida, enxugou-os com os seus cabelos, beijou-os e os ungiu com o perfume. Ao ver isso, o fariseu que o tinha convidado comentou: “Se este homem fosse profeta, saberia quem é a mulher que está tocando nele: é uma pecadora!” Então Jesus falou: “Simão, tenho uma coisa para te dizer”. Ele respondeu: “Fala, Mestre”. ”Certo credor”, retomou Jesus, “tinha dois devedores. Um lhe devia quinhentas moedas de prata, e o outro cinqüenta. Como não tivessem com que pagar, perdoou a ambos. Qual deles o amará mais?” Simão respondeu: “Aquele ao qual perdoou mais”. Jesus lhe disse: “Julgaste corretamente”. Voltando-se para a mulher, disse a Simão: “Estás vendo esta mulher? Quando entrei na tua casa, não me ofereceste água para lavar os pés; ela, porém, lavou meus pés com lágrimas e os enxugou com seus cabelos. Não me beijaste; ela, porém, desde que cheguei, não parou de beijar meus pés. Não derramaste óleo na minha cabeça; ela, porém, ungiu meus pés com perfume. Por isso te digo: os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados, pois ela mostrou muito amor. Aquele, porém, a quem menos se perdoa, ama menos”. Em seguida, disse à mulher: “Teus pecados estão perdoados”. Os convidados começaram a comentar entre si: “Quem é este que até perdoa pecados?” Jesus, por sua vez, disse à mulher: “Tua fé te salvou. Vai em paz!”
Depois disso, Jesus percorria cidades e povoados proclamando e anunciando a Boa Nova do Reino de Deus. Os Doze iam com ele, e também algumas mulheres que tinham sido curadas de espíritos maus e de doenças: Maria, chamada Madalena, de quem saíram sete demônios; Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes; Susana, e muitas outras mulheres, que os ajudavam com seus bens.
(Lucas 7,36-8,3)

1. LECTIO – leitura
   O evangelho nos confronta com a atitude de Jesus perante uma mulher da cidade conhecida por pecadora que vem chorar aos seus pés. O evangelista Lucas dá a entender que o amor da mulher resulta de haver experimentado a misericórdia de Deus. O dom gratuito do perdão gera amor e vida nova. Deus sabe isso; é por isso que age assim.
   O trecho do evangelho lido está inserido na primeira parte do evangelho de Lucas. Tudo parece acontecer na Galileia. Durante este período, Jesus concretiza o seu programa anunciado em Nazaré (veja Lc 4,16-30): trazer à humanidade, de modo especial aos pobres e marginalizados, a libertação e a salvação de Deus.
   O episódio relatada traz um tema caro a Lucas: a misericórdia de Jesus. O contexto do episódio é um banquete na casa de um fariseu chamado Simão (o “banquete” é, neste contexto, o espaço da familiaridade). Lucas é o único evangelista que mostra os fariseus próximos de Jesus que até aceitam sentar-se à mesa com Ele (veja 11,37;14,1) e preveni-l’O em relação à ameaça de Herodes (veja 13,31).
   O tema principal é atitude de Jesus para com os pecadores. A personagem central é a mulher que é apresentada como “uma mulher da cidade que era pecadora”. Nada é dito se a mulher já se encontrara com Jesus anteriormente, mas podemos entender que sim, pois a mulher viu algo diferente em Jesus, que a levou a ter aquela atitude.
   A ação da mulher (as lágrimas derramadas sobre os pés de Jesus, o enxugar os pés com os cabelos, o beijar os pés e ungi-los com perfume) é descrita como uma resposta de gratidão, como conseqüência do perdão recebido (v. 47). A parábola que Jesus conta, a este propósito (v. 41-42), parece significar, não que o perdão resulta do muito amor manifestado pela mulher, mas que o muito amor da mulher é o resultado da atitude de misericórdia de Jesus: o amor manifestado pela mulher nasce de um coração agradecido de alguém que não se sentiu excluído nem marginalizado, mas que, nos gestos de Jesus, tomou consciência da bondade e da misericórdia de Deus.
   A outra figura central deste episódio é Simão, o fariseu. Ele representa aqueles zelosos defensores da Lei que evitavam qualquer contato com os pecadores e que achavam que o próprio Deus não podia acolher nem deixar-se tocar pelos transgressores da Lei. Jesus procura fazê-lo entender que só uma lógica de amor e de misericórdia, pode gerar a conversão e a vida nova. Jesus empenha-se em mostrar a Simão que não é marginalizando e segregando que se pode obter uma nova atitude do pecador. O perdão não se dá a troco de amor, mas dá-se, simplesmente, sem esperar nada em troca.
   O texto proposto termina com uma referência ao grupo que acompanha Jesus: os Doze e algumas mulheres. Lucas é o único evangelista que refere a presença das mulheres no grupo que acompanhava Jesus. Tal era algo insólito, numa sociedade em que a mulher desempenhava um papel social e religioso marginal. No entanto, manifesta a lógica de Deus que não exclui ninguém. As mulheres também fazem parte da comunidade de irmãos que é a comunidade do Reino: Deus não exclui nem marginaliza ninguém, mas a todos chama a fazer parte da sua família.

2. MEDITATIO – meditação
+ Com quem mais se identifica neste episódio, Jesus, a mulher ou Simão?
+ Já fez experiêcia desta grande misericórdia de Deus?
+ Simão representa aqueles que se julgam melhores que os outros. Que atitude você sente em relação às outras pessoas?
+ A exclusão e a marginalização não geram vida nova, apenas o amor e a misericórdia. Você é uma pessoa que excluí ou inclui?

3. ORATIO – oração
   Peça perdão a Deus pelas suas falhas, só quem reconhece suas falhas, pode pedir perdão e experimentar a graça de se libertar de tudo o que o aprisiona e impede de viver livre e feliz.

4. CONTEMPLATIO – contemplação
Contemple a misericórdia infinita de Deus por si. Deus é paciente, misericordioso, benigno, lento para ira… Experimente esta presença de Deus na sua vida.

5. MISSIO – missão
“Sede simples e verdadeiros. O que é sim, seja sim; o que é não, seja não. Sede transparentes no falar: dizei as coisas como são ou como pensais que sejam”. José Allamano
 
Disponível semanalmente em www.consolata.org.br
 
 

quinta-feira, 10 de junho de 2010

1º Dia - Novena Consolata (11 de junho)

Maria, Você é a Consolata, aquela que consola, porque também foi consolada por Deus, ao ser chamada para ser a Mãe de Jesus Cristo, o consolador da humanidade. Quem não percorreu primeiramente o caminho, não pode orientar os outros. Quem não foi consolado, não pode consolar. Pedimos, ó Deus, que pela intercessão de Maria Consolata, nos dê a graça de experimentar a consolação do Seu amor e aprender nossa missão de consolar todos os que estão aflitos.

Pai nosso … Ave Maria … Glória ao Pai…



Virgem Consolata, Rogai por nós!

Oração: Ó Deus, que por meio da Virgem Maria quisestes dar-nos a verdadeira consolação, Jesus Cristo, concedei a nós que a veneramos com o título de Consolata, colaborar com Ela na obra da Redenção. Por Cristo, Senhor Nosso. Amém.

Oremos: Senhor Jesus Cristo, em vossa inefável providência quisestes que tudo recebêssemos por meio de vossa Mãe Maria, fazei que, ao venerá-la com o nome de Consolata, mereçamos sempre gozar a alegria e o conforto do seu auxílio e proteção. Vós que sois Deus, com o Pai, na unidade do Espírito Santo. Amém.

FONTE: Consolata

quarta-feira, 9 de junho de 2010

20 de junho - Festa de N.Sra. Consolata

A partir de amanhã publicaremos a novena da Consolata, para que possa rezar conosco...

   O nome “Consolata” leva-nos a retroceder  de alguns séculos na história. Suas origens se voltam para a imagem de uma gentil “Senhora”, estilo  bizantino com o Menino  Jesus nos braços.
   Porquê o nome CONSOLATA?
   O quadro de N. S. Consolata – que alguém diz ser uma pintura do evangelista S. Lucas, foi um  presente do Bispo Eusébio a São Mássimo, primeiro bispo da cidade de Turim-Itália, no fim do século IV, por volta do ano 390. São Mássimo incentivou os fiéis a honrarem Nossa Senhora sob este título: CONSOLATA – palavra do dialeto piemontês – que é o mesmo que” CONSOLADORA”. Maria, consolada por Deus, ao trazer-nos Jesus, a grande Consolação, torna-se Consoladora da humanidade. Esta devoção cresceu e se espalhou rapidamente por toda a Região do Piemonte.
   O quadro de N. S. Consolata – que alguém diz ser uma pintura do evangelista S. Lucas, foi um  presente do Bispo Eusébio a São Mássimo, primeiro bispo da cidade de Turim-Itália, no fim do século IV, por volta do ano 390. São Mássimo incentivou os fiéis a honrarem Nossa Senhora sob este título: CONSOLATA – palavra do dialeto piemontês – que é o mesmo que” CONSOLADORA”. Maria, consolada por Deus, ao trazer-nos Jesus, a grande Consolação, torna-se Consoladora da humanidade. Esta devoção cresceu e se espalhou rapidamente por toda a Região do Piemonte. 


   O período da Idade Média, foi um tempo muito atribulado, com inúmeras guerras e invasões, em vários países da Europa trazendo a todos grande destruição e ruína. A Itália não foi exceção. A cidade de Turim foi bombardeada e a capela, onde o quadro de N. S. CONSOLATA era venerado, ficou totalmente destruída e o quadro ficou enterrado sob os escombros. 
   A história conta que, um senhor francês muito rico, mas cego: Jean Ravais, teve um sonho: Ele viu uma lindíssima senhora com um menino no colo, que lhe dizia: “Vai, à cidade de Turim (na Itália) e re-descobre o meu quadro” e você recuperará a visão. 

Vencidas muitas dificuldades – pois ninguém acreditava no que ele dizia -Jean Ravais foi até o local da antiga capela. Narrou o que lhe acontecera ao bispo da cidade, que ante sua insistência, deu ordem para que se iniciassem as escavações; e o quadro foi encontrado. 
    O bispo ergueu o quadro diante do povo que exclamou: Santissima Virgem Consolata, rogai por nós; e o cego imediatamente recuperou a visão – era o dia 20 de junho do ano 1104. A capela foi reconstruída e desde então, a devoção a Nossa Senhora CONSOLATA nunca mais deixou de crescer.
  O Fundador, Bem-aventurado José Allamano, confiou a família missionária à CONSOLATA e contemplando-a, ele idealizou os traços dos seus filhos e filhas.

terça-feira, 8 de junho de 2010

O decreto Ad Gentes: sobre a atividade missionária da Igreja (parte I)

Por Júlio Caldeira, imc

Segundo Paulo Suess, “ao texto definitivo do ‘decreto Ad Gentes sobre a atividade missionária da Igreja’ precedem sete documentos, que permitem acompanhar as lutas pelo significado do paradigma ‘missão’ e o processo lento da construção de um consenso em torno de uma igreja que não põe mais no centro seus territórios missionários, mas o ser missionário” (SUESS, Paulo. Introdução à teologia da missão: convocar e enviar: servos e testemunhas do Reino. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007, p. 122).

Os sete esquemas:

A partir das respostas à consulta feita aos bispos entre 1959 e 1960, a comissão da Propaganda Fide (atual Congregação para a Evangelização da Fé), responsável pelo debate missionário, elaborou 23 propostas. A comissão de Missionibus foi integrada por 22 membros e 32 consultores, presidida pelo Cardeal Agagianian, prefeito da Propaganda Fide. Destas 23 propostas, ficaram o prefácio e sete esquemas e, posteriormente, o prefácio e dois esquemas, sendo que os padres conciliares, na primeira etapa do Concílio (11 de outubro a 8 de dezembro de 1962) rejeitaram este esquema (como o dos demais documentos), criando novas Comissões, entre elas uma nova Comissão das Missões.

No recesso conciliar esta Comissão das Missões, com pouco consenso entre si e com divergências entre si, aprovou um quarto esquema, muito semelhante ao terceiro. Na segunda etapa conciliar (29 de setembro a 04 de dezembro de 1963), foi produzido um quinto esquema, com um volume de 283 páginas, mas que não foi discutido na aula conciliar. A comissão das Missões, pressionada para redigir um texto curto, elaborou um sexto esquema com um prefácio e treze apontamentos sobre a atividade missionária da Igreja, que foi rejeitado novamente pelos padres conciliares na terceira etapa do Concílio (14 de setembro a 21 de novembro de 1964).

A Comissão constituiu uma subcomissão que sistematizou as contribuições dos padres conciliares, a partir da nova eclesiologia, que elaborou um esquema de decreto com cinco capítulos, que foi discutido na quarta e última etapa do Concílio (14 de setembro a 8 de dezembro de 1965); o texto foi debatido entre os dias 7 e 13 de outubro, na aula conciliar, recebendo emendas e sufrágios, e sendo, finalmente, votado, aprovado (com 2394 votos a favor e apenas 5 contra – foi a votação mais alta de todas as realizadas no Concílio) e promulgado pelo papa Paulo VI no dia 7 de dezembro de 1965. Nascia, assim, o decreto Ad Gentes, sobre a atividade missionária da Igreja.


(continua com o Decreto Ad Gentes)

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Evangélicos fazem protesto contra "igrejas capitalistas"

Por: Fernando Gallo

Com bandeiras e camisetas que diziam "Marcha pela ética evangélica brasileira. O $HOW tem que parar", cerca de 20 pessoas realizaram um protesto contra lideranças evangélicas durante a Marcha para Jesus.

O alvo dos manifestantes era a teologia da prosperidade, professada por algumas das principais lideranças evangélicas do país, dentre elas a Renascer em Cristo.

"O que estamos vendo é a proclamação de um evangelho monetário. E a Bíblia não é um veículo de lucro", disse Paulo Siqueira, idealizador do protesto.

Teólogo e membro da Igreja do Evangelho Quadrangular, ele afirma que a maior parte das igrejas evangélicas no Brasil virou capitalista.

"Não há lugares para os pobres dentro da igreja. A igreja se tornou um veículo de elitização. Falam de prosperidade, de troca monetária. Se você é pobre, oferte, dizime, e, enquanto isso, muitos pobres padecem no país", diz ele.

"Sônia e Hernandes são discípulos de vários pastores e lideranças americanas que há décadas se infiltram no Brasil tentando implantar a teologia da prosperidade. Isso tem trazido à igreja brasileira uma forma de evangelho capitalista" (Paulo Siqueira)






Lectio Divina de Lc 7,11-17 - Deus vem para salvar - 10º Domingo do tempo comum

Por Patrick Silva

Em seguida, Jesus foi a uma cidade chamada Naim. Os seus discípulos e uma grande multidão iam com ele. Quando chegou à porta da cidade, coincidiu que levavam um morto para enterrar, um filho único, cuja mãe era viúva. Uma grande multidão da cidade a acompanhava. Ao vê-la, o Senhor encheu-se de compaixão por ela e disse: “Não chores!” Aproximando-se, tocou no caixão, e os que o carregavam pararam. Ele ordenou: “Jovem, eu te digo, levanta-te!” O que estava morto sentou-se e começou a falar. E Jesus o entregou à sua mãe. Todos ficaram tomados de temor e glorificavam a Deus dizendo: “Um grande profeta surgiu entre nós”, e: “Deus veio visitar o seu povo”. Esta notícia se espalhou por toda a Judéia e pela redondeza inteira. (Lucas 7,11-17)

1. LECTIO – leitura
O evangelho deste domingo nos oferece uma cena digna de um filme. Um grupo formado por Jesus, seus discípulos e a multidão que os segue entra numa cidade onde encontram um outro grupo, que acompanham um mulher viúva levando a enterrar seu filho único. O encontro acontece às portas da cidade de Naim. O episódio coloca em destaque a trágica situação da mulher. Já era viúva, agora perde também o seu filho único e com ele a possibilidade de se sustentar, isto é, a sua própria vida agora fica em risco. Estamos perante uma situação deveras trágica e só mesmo a presença de Jesus poderá inverter o curso da situação. A cena evoca outros episódios presentes no AT, como são os casos famosos de Elias e Eliseu (veja 1 Rs 17,17-24 e 2Rs 4,32-37). Viúvas e órfãos são categorias necessitadas que no AT reclamam atenção especial. O salmo 68 (v. 6) declara sobre Deus: “pai de órfãos, protetor de viúvas”. Não é então de admirar a reação de Jesus quando encontra aquela situação. Jesus, o portador da vida, tem algo a oferecer para transformar aquela situação. Ao ver a dor daquela mulher, o evangelho relata, que Jesus sentiu compaixão (o verbo grego dá um sentido visceral ao sentimento que Jesus nutre pela situação da viúva, não é algo superficial, mas lhe vem do interior). Interessante é também o convite que Jesus faz à mulher: “não chores”, como se fosse possível para a mulher evitar o choro numa situação trágica como aquela, mas é já um antecipar daquilo que está para acontecer. O gesto seguinte de Jesus é ainda mais “perigoso”, depois de pedir para uma mulher sofredora que não chore, agora Jesus vai tocar no corpo do morto. Que mestre era aquele que não sabia que não devia tocar em corpos mortos? Não sabia que ficaria impuro ao tocar? Nada disso parece importar a Jesus, o que ele deseja é dar a vida. As palavras de Jesus são decididas: “Jovem, eu te digo, levanta-te!” A resposta, do antes morto, também é decidida, imediatamente se levanta e começa a falar. O espanto apodera-se dos presentes! Não era para menos.

Diante da atitude de compaixão de Jesus, neste milagre de ressurreição, vemos a exclamação do povo: “Deus visitou o seu povo”. Jesus é “um grande profeta”, não apenas porque transmite a Palavra de Deus e anuncia o reino com palavras, mas sobretudo porque veio realizar o reino pela ressurreição, oferecendo a sua vida. O comentário do povo evoca a promessa de Dt 18,15, imediatamente lhe reconhecem o título de profeta.

Jesus veio criar, oferecer à humanidade a alegria de uma vida aberta com todo o sentido. Percebemos ainda todo o caráter de sinal presente no milagre. A ressurreição do filho da viúva testemunha Jesus que há-de vir, cuja vida triunfa plenamente sobre a morte. Significa que para nós, hoje como então, Deus vai ao encontro de todos os que vivem sem esperança, para lhes oferecer vida, vida plena. Significa ainda que, seguindo Jesus, temos que ter em nós a mesma atitude, ir ao encontro daqueles que sofrem. Assim, podemos viver a nossa vida como se fosse cortejo fúnebre, sem esperança, chorando, lamentando-se o tempo todo; ou então fazemos da nossa vida um caminho de esperança, de ressurreição, de transformação do choro e da morte em sentido de vida. A escolha é nossa! Mas como discípulos missionários de Jesus a escolha certa parece ficar clara qual é!

O milagre relatado neste texto, assim como o dos versículos anteriores, respondem à pergunta de João de Baptista a Jesus: “és Tu que hás-de vir ou devemos esperar outro?” Jesus oferece a salvação (cf. Lc 7,1-10) e mostra o verdadeiro triunfo da vida (cf. Lc 7,11-17). Não é o relato em si que é o mais importante, mas o sentido que nos transmite.

2. MEDITATIO – meditação
+ Imagine que testemunhou este milagre de Jesus, que sentimentos iria despertar em si?
+ O que você teria pensado sobre Jesus depois de presenciar este milagre?
+ A leitura do evangelho destaca a autoridade de Jesus sobre a doença, sobre a morte. O que é que isso significa para si?
+ Jesus sentiu compaixão com a dor daquela viúva, você sente compaixão pelos que sofrem ou se sente indiferente à dor dos outros? O que faz para aliviar essa dor?

3. ORATIO – oração
A viúva parecia não ir pedir que Jesus interviesse para ajudá-la, mas ele escolheu intervir. Pense nas vezes que Jesus já interveio em sua vida para ajudar, mesmo sem um pedido. Tire algum tempo para expressar o seu agradecimento e louvor a Deus. Pode se inspirar com as palavras do Salmo 30.

4. CONTEMPLATIO – contemplação
Jesus se revela no evangelho como profeta. Deus que vem visitar o seu povo, para o confortar nas dores. Jesus não é indiferente à dor, ao sofrimento, bem pelo contrário, nutre um sentimento que o leva a transformar essa situação em vida. Contemple no silêncio este Deus que transforma em vida toda a dor.

5. MISSIO - missão
“Devemos alimentar uma confiança tão grande que vá até ao milagre; uma confiança que nos torne audaciosos e até mesmo ‘prepotentes’. Deus não se ofende com isso”. José Allamano


quarta-feira, 26 de maio de 2010

Lectio Divina de Jo 16,12-15 - Revelando a Verdade - Santíssima Trindade

Por: Patrick Silva

Tenho ainda muitas coisas a vos dizer, mas não sois capazes de compreender agora. Quando ele vier, o Espírito da Verdade, vos guiará em toda a verdade. Ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo quanto tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu para vos anunciar. Tudo que o Pai tem é meu. Por isso, eu vos disse que ele receberá do que é meu para vos anunciar. (João 16, 12-15)

1. LECTIO – leitura

A liturgia nos convida a celebrar neste domingo a Santíssima Trindade, é importante recordar que este não é um celebrar para entender, no sentido científico, mas para entrar e contemplar o mistério deste Deus em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Ou seja, é um convite a contemplar o Deus que é amor, que é família, que é comunidade e que criou a humanidade para a fazer participante desse mistério de amor.
O contexto do evangelho é o episódio da Última Ceia, momento que marca a despedida de Jesus. Pouco antes Jesus lhes tinha mostrado o exemplo de lhes lavar os pés e pedido que repetissem esse gesto, como o estilo da nova comunidade.  Jesus parece sentir que poderia ter dito muitas mais coisas aos seus, porém, sente também que estes não teriam capacidade para entender toda a profundidade daquilo que lhes poderia transmitir.
O Espírito Santo continua sendo o centro das atenção, Jesus recorda o papel do Espírito: “revelar a verdade e anunciar o que há-de vir”. Jesus não deixa os seus sozinhos ou abandonados, mas lhes confia o Espírito que os guiará na sua caminhada de testemunho pelo mundo. As dificuldades serão grandes, porém, com a força do Espírito, os discípulos não têm nada a temer, pois o Espírito Santo os recordará de tudo e os ensinará qual o caminho a trilhar.
O Espírito da verdade, fará com que a proposta de Jesus continue a ecoando todos os dias na vida da comunidade e no coração de cada cristão. Será também missão do Espírito ajudar a entender a nova lógica que se espelha na cruz e na ressurreição e, assim, ajudara os discípulos, desafiados pelas novas realidades, a discernir como continuar sendo fiéis à proposta de Jesus. . O Espírito não apresentará uma doutrina nova, mas fará com que a Palavra de Jesus seja sempre a referência da comunidade em caminhada pelo mundo e que essa comunidade saiba aplicar a cada nova realidade que o caminho apresentar, a proposta de Jesus.
O Espírito irá recordando, pelo caminho da missão, a palavra e o exemplo de Jesus, não é algo novo, mas apenas um “recordar” de tudo o quanto Jesus disse e fez.  Assim, Jesus continuará em comunhão, em sintonia total com os discípulos, lhes comunicando a sua vida e o seu amor. Tal é a função do Espírito: realizar a comunhão entre Jesus e os discípulos em marcha no mundo, anunciadores e testemunhas de Jesus.
A última expressão deste texto (versículo 15) sublinha a comunhão existente entre o Pai e o Filho. Essa comunhão atesta a unidade entre o plano salvador do Pai, proposto nas palavras de Jesus e tornado realidade na vida da Igreja/comunidade, pela ação do Espírito.
Na celebração deste domingo somos convidados a contemplar o mistério de um Deus que é amor e que, através do plano da salvação, apresentado por Jesus e continuado pelo Espírito presente na caminhada dos cristãos, nos encaminha para a vida plena do amor e da felicidade total – a vida em abundância.
A celebração da Solenidade da Trindade não pode ser a tentativa de compreender e decifrar esse “estranho”  “um em três”. Mas deve ser, sobretudo, a contemplação de um Deus que é amor e que é, portanto, comunidade.

2.  MEDITATIO – meditação
    +    Como é que o Espírito Santo pode nos continuar ajudando hoje?
    +    O Espírito é a presença divina na caminhada da comunidade cristã, como é que essa realidade nos ajuda a ser fiéis às propostas que o Pai, através de Jesus, nos fez?
    +    A nossa comunidade tem sabido estar atenta, na sua caminhada histórica, às interpelações do Espírito? Tem sabido, com a ajuda do Espírito, continuar em comunhão com Jesus? Tem-se esforçado por responder às interpelações do mundo de hoje, sendo fiel ao caminho proposto por Jesus?

3.  ORATIO – oração
“A esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Romanos 5,5).
Agradeça a Deus pelo seu amor para com você e por lhe dar o dom do Espírito Santo. Peça a Deus para ajudá-lo a apreciar mais profundamente esse amor e estar disposto a compartilhar seu amor com as pessoas ao seu redor.

4.  CONTEMPLATIO – contemplação

Alguma vez você já olhou para a imensidão do céu, o mar ou uma paisagem e se sentiu muito pequeno em comparação? Leia e reze com o salmista e fique maravilhado com tudo o que o Criador fez.
“Quando olho para o teu céu, obra de tuas mãos, vejo a lua e as estrelas que criaste: Que coisa é o homem, para dele te lembrares, que é o ser humano, para o visitares? No entanto o fizeste só um pouco menor que um deus, de glória e de honra o coroaste. Tu o colocaste à frente das obras de tuas mãos. Tudo puseste sob os seus pés...” (Salmo 8,4-7)

5.
MISSIO - missão
“O Espírito Santo é fogo, e chama ardente, e exige que todos nós vivamos abrasados de vivo amor. O Espírito Santo é amor e pede amor. Que este fogo divino nos envolva totalmente e nos aqueça! É preciso amar, amar, porque o Espírito Santo e todo amor”. José Allamano

Semanalmente em www.imconsolata.org.br

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Lectio Divina - Jo 20,19-23 - Pentecostes

Por: Patrick Silva






Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, os discípulos estavam reunidos, com as portas fechadas por medo dos judeus. Jesus entrou e pôs-se no meio deles. Disse: “A paz esteja convosco”. Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos, então, se alegraram por verem o Senhor. Jesus disse, de novo: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou também eu vos envio”. Então, soprou sobre eles e falou: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, serão perdoados; a quem os retiverdes, ficarão retidos”. (João 20, 19-23)

1. LECTIO – leitura
     Celebrar a solenidade de Pentecostes se reveste de particular importância, pois este evento marca um ponto de viragem fundamental na experiência de fé dos discípulos. Tendo ficado “órfãos” com a ida de Jesus para o Pai, os discípulos têm agora a missão de continuar a proposta transmitida por Jesus. Apropriadamente o evangelista João mostra como se sentem os discípulos, ao revelar que estavam reunidos, mas com as portas fechadas por medo. O medo é algo paralizante, impede que a missão vá adiante.
     Toda a ação esta contextualizada no cenáculo onde ocorria a reunião amedrontada dos discípulos, ainda perplexos com os eventos acontecidos. A nova comunidade ainda desconhece quais as reais implicâncias de ser discípula de Jesus, precisa do “conselheiro” que recordará as palavras do próprio Jesus. Este “conselheiro” será uma presença dinâmica, que auxiliará os discípulos recordando-os dos ensinamentos de Jesus e ajudando-os a ler as propostas de Jesus à luz dos novos desafios que o mundo lhes colocar.
     Ao contrário de Lucas que coloca o evento de Pentecostes 50 dias após a Páscoa, João coloca este evento logo no dia de Páscoa, mais propriamente ao anoitecer deste dia. Reunidos no cenáculo e de portas fechadas, os discípulos, recebem a presença do Ressuscitado, que lhes oferece o dom da Paz. A “paz”, qual dom messiânico, neste contexto assume o sentido de serenidade, tranqüilidade e esperança, as quais irão dotar os discípulos da força necessária para superar o medo e a insegurança. A presença do Jesus ressuscitado “no meio deles” é o que necessitam para superar a hostilidade do mundo. A comunidade não pode esquecer que o seu centro é Jesus, esquecer o centro é perder o sentido de ser comunidade.
     Ao mostrar-lhes “as mãos e o lado”, Jesus lhes recorda a doação total da sua vida. São estes os sinais que fazem os discípulos reconhecer a identidade de Jesus, mas é também o compromisso que os discípulos assumem de ser os continuadores destes sinais, isto é, de se entregarem totalmente ao serviço da missão.
     A presença e o reconhecer da identidade de Jesus fazem com que o medo se dissipe e dê lugar à alegria, finalmente os discípulos começam a ficar no rumo certo. Agora já podem receber a missão “Como o Pai me enviou também eu vos envio”. Mas para que a missão possa acontecer é necessária a “ajuda divina”, a nova presença, o Espírito Santo. O sopro de Jesus sobre os discípulos recorda o gesto de Deus, no momento da criação, ao comunicar a vida ao “bonequinho” de argila (de notar o verbo utilizado por João, que é o mesmo usado no texto grego de Gn 2,7). Com o “sopro” de Deus de Gn 2,7, o “bonequinho” tornou-se um “ser vivente”, agora com o “sopro” de  Jesus, a comunidade cristã recebe a vida nova e, assim nasce o Novo Ser. Finalmente, os discípulos possuem a vida em plenitude e estão capacitados para entregarem suas vidas em doação ao próximo. Dotados do Espírito são chamados a serem os continuadores da missão de Jesus de dar a conhecer o grande amor do Pai pela humanidade. Qual é essa missão?  A eliminação do pecado. As palavras de Jesus significam que os discípulos são chamados a testemunhar no mundo essa vida que o Pai quer oferecer a toda a humanidade. Quem aceitar essa proposta, será integrado na comunidade de Jesus, os que recusarem continuarão a percorrer os caminhos de egoísmo e de morte (isto é, de pecado). A comunidade, animada pelo Espírito, será a mediadora desta oferta de salvação para toda a humanidade.

2. MEDITATIO – meditação
    +    A comunidade dos discípulos, apesar do medo, estava reunida. É essa a atitude predominante em sua comunidade? 
    +    A presença de Jesus na comunidade recorda que toda a comunidade deve ter como centro fundamental o próprio Jesus: é isso que acontece na sua comunidade? Se Ele é o centro, a referência fundamental, têm algum sentido as discussões acerca de coisas não essenciais, que às vezes dividem os membros da comunidade?
    +    Os discípulos reconheceram Jesus pelos sinais “das mãos e do lado”, quais os sinais que damos ao mundo para nos reconheçam como discípulos de Jesus?
    +    Qual a importância do Espírito Santo na sua vida?
 
3. ORATIO – oração
Hoje queremos agradecer ao Bom Deus para ter enviado o Espírito Santo sobre os primeiros discípulos, foi a partir daquele momento que eles descobriram a missão. Agradeça a Deus por nos enviar, também a nós, o Espírito Santo para sermos continuadores da missão de Jesus. Cada dia da semana, peça a presença do Espírito Santo para ajudá-lo a viver de uma maneira que irá agradar a Jesus. É somente com a ajuda do Espírito Santo que podemos amar e servir na obediência de Jesus.

4. CONTEMPLATIO – contemplação
De fato, vós não recebestes espírito de escravos, para recairdes no medo, mas recebestes o Espírito que, por adoção, vos torna filhos, e no qual clamamos: “Abbá, Pai!” (Romanos 8,15).

  5. MISSIO - missão
“Temos tendência a ser comodistas e, se o Espírito Santo não nos despertar, permaneceremos sempre indolentes e escravos de nossas faltas. / A difusão da fé faz-se pela ação do Espírito Santo. A ele se deve atribuir todo o bem que se realiza nas missões”. José Allamano

Pastoral de eventos e Pastoral de Processo

Por: Padre Alfredo J. Gonçalves, CS, Assessor das Pastorais Sociais.

     Está em voga a Pastoral dos Eventos. Estes se multiplicam de tal modo que é difícil encontrar lugar na agenda de não poucas lideranças de movimentos e pastorais sociais. Grandes encontros, seminários, assembléias, romarias vão se sobrepondo umas às outros no decorrer do ano.
    Até aqui, nada de anormal. Do ponto de vista pessoal, os eventos são necessários para manter vida a chama do vigor profético e do entusiasmo; do ponto de vista sócio político, servem para dar maior visibilidade, e portanto maior incidência, à forças das organizações populares. Sem esses momentos fortes e significativos, as atividades rotineiras tendem a se diluírem, a se dispersarem e a se perderem e no anonimato e no esquecimento.
     O problema se coloca quando tudo se reduz a meros eventos. De evento em evento, chega-se facilmente à pastoral dos espetáculos, dos shows ou do entretenimento. Nesta linha, não é difícil cair na armadilha da mídia, onde a notícia séria e reflexiva dá lugar à manchete sensacionalista. Mais que uma visão crítica, procura-se despertar sensações e emoções momentâneas. Não é raro que esse contexto da "sociedade do espetáculo" (Guy Debord) penetre e contamine as atividades sócio-pastorais com seus estridentes apelos publicitários.
    Pior ainda é que a espetacularização da pastoral engendra, com freqüência, dois riscos interligados: primeiramente, um profissionalismo altamente nocivo, onde especialistas de grandes eventos muitas vezes decolam das bases e manifestam enorme dificuldade de aterrisar. Com isso, numerosos eventos são pensados e decididos em laboratório, caindo de cima para baixo e sobrecarregando o calendário das comunidades e movimentos. O resultado é que, enquanto os dirigentes tendem a alçar vôo, o dia-a-dia das lutas sociais se vê atropelado por campanhas, encontros, congressos, e assim por diante. Eventos esses não raro paralelos uns aos outros.
     Em segundo lugar, há o risco de determinados movimento ou pastoral se converter em uma espécie de Organização não Governamental (ONG). Neste caso, a tendência é dar maior importância à estrutura da organização do que às reivindicações básicas dos setores mais necessitados da população. Ao invés de voltar-se para os anseios, lutas e sonhos desses setores, na configuração da ONG o que predomina, muitas vezes, é a manutenção efetiva da mesma.
     O grande desafio, então, é estabelecer uma conexão fecunda entre a pastoral como um processo de reflexão, conscientização e ação, de um lado, e os eventos extraordinários, de outro. Na contramão dessa integração necessária, os eventos criam às vezes um ambiente tão grandioso e despertam expectativas tão elevadas, que seus participantes, ao retornarem às bases, podem sentir-se desiludidos e desencantados. O exemplo da caminhada das Comunidades Eclesiais de Base (CBS's) pode servir de ilustração. Os agentes pastorais e lideranças, nos grandes encontros de CEB's, recebem um banho festivo e celebrativo de entusiasmo e estímulo. Mas, ao regressar ao dia-a-dia de sua comunidade particular, se deparam com frustrações uma atrás da outra. A discrepância entre evento e processo de organização pode levar ao desânimo, quanto não à elitização de uma minoria "consciente", frente a uma maioria "alienada".
     Como diminuir o impacto desse descompasso entre o evento e a pastoral cotidiana? Por uma parte, é importante que as sombras e turbulências da caminhada, e não apenas as luzes, tenham espaço nos eventos. E sejam aí enfrentadas, avaliadas e celebradas na espiritualidade da cruz e ressurreição. A alegria do domingo de Páscoa mergulha suas raízes mais profundas no contraste com o absurdo e a loucura da sexta-feira santa. Na vida de cada pessoa, movimento ou pastoral, dores e esperanças, tristezas e alegrias se mesclam e se confundem.
     Por outra parte, é igualmente imprescindível que o entusiasmo festivo dos eventos tenha repercussão no cotidiano árduo e difícil das organizações de base. Aqui também fracassos e vitórias se misturam e remetem ao mistério da morte e ressurreição de Jesus. A alegria dos discípulos de Emaús, (Lc 24, 13-35), por exemplo, após o encontro com o Ressuscitado, fermenta os passos lentos e pesados do processo de organização, mobilização e transformação sócio-política.
     Se é verdade que a Páscoa é colheita e a cruz semente, podemos afirmar que nos dias atuais não estamos em tempo de colheita. Somos chamados a semear. E a acreditar na maturação da semente no seio úmido e escuro da terra, cientes de que a planta cresce primeiro para baixo, antes de crescer para cima. Busca fortalecer as raízes no terreno turbulento e contraditório da história, antes de buscar o sol, o ar livre e o céu aberto. E principalmente, sabendo que, em geral, os que semeiam não são os que colhem.

Fonte: Revista Missões

terça-feira, 18 de maio de 2010

Lectio Divina de Jo 14,23-29 - Confiando em Jesus - 6º Domingo de Páscoa

Por Patrick Silva

Jesus respondeu-lhe: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra; meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada. Quem não me ama, não guarda as minhas palavras. E a palavra que ouvis não é minha, mas do Pai que me enviou. Eu vos tenho dito estas coisas enquanto estou convosco. Mas o Defensor, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito. Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não é à maneira do mundo que eu a dou. Não se perturbe, nem se atemorize o vosso coração. Ouvistes o que eu vos disse: ‘Eu vou, mas voltarei a vós’. Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu. Disse-vos isso agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, creiais. (João 14, 23-29)

1. LECTIO – leitura

Continuamos lendo sobre o ensino que Jesus deixou aos discípulos, ainda contexto da Última Ceia (Jo 14-17). O “nosso evangelho” de hoje é uma resposta a uma pergunta de um discípulo chamado Judas (“Senhor, como se explica que tu te manifestarás a nós e não ao mundo?”), não o traidor que já não está presente.

Jesus acaba de afirmar que vai se revelar para aqueles que o amam (versículo 21). Judas fica confuso. Será que vai se revelar unicamente aos seus discípulos? Jesus não responde diretamente à pergunta de Judas. No entanto, fica claro a pouca compreensão do discípulo. Os discípulos estão inquietos e desconcertados. Será possível percorrer esse “caminho” se Jesus não caminhar ao lado deles? Como é que eles manterão a comunhão com Jesus e como receberão dele a força para doar, dia a dia, a própria vida?

Para seguir esse “caminho” é preciso amar Jesus e guardar a sua Palavra (veja Jo 14,23). Quem ama Jesus e O escuta, identifica-se com Ele, isto é, vive como Ele, na entrega da própria vida em favor da humanidade... Ora, viver nesta dinâmica é estar continuamente em comunhão com Jesus e com o Pai. O Pai e Jesus, que são um, estabelecerão a sua morada no discípulo; viverão juntos, na intimidade de uma nova família (versículos 23-24).

Para que os discípulos possam continuar a percorrer esse “caminho”, o Pai enviará o “paráclito”, ou seja, o Espírito Santo (versículos 25-26). A palavra “paráclito” pode traduzir-se como “advogado”, “auxiliador”, “consolador”, “intercessor”. A função do “paráclito” é “ensinar” e “recordar” tudo o que Jesus propôs. Trata-se, portanto, de uma presença dinâmica, que auxiliará os discípulos recordando-os dos ensinamentos de Jesus e ajudando-os a ler as propostas de Jesus à luz dos novos desafios que o mundo lhes colocar. Assim, os cristãos poderão continuar a percorrer, na história, o “caminho” de Jesus, numa fidelidade dinâmica às suas propostas. O Espírito garante, dessa forma, que o cristão possa continuar a percorrer esse “caminho” de amor e de entrega, unido a Jesus e ao Pai. A comunidade cristã e cada pessoa tornam-se a morada de Deus: na ação dos cristãos revela-se o Deus libertador, que reside na comunidade e no coração de cada pessoa e que tem um projeto de salvação para a humanidade.

A última parte do texto contém a promessa da “paz” (versículo 27). Desejar a “paz” (“shalom”) era a saudação habitual à chegada e à partida. No entanto, neste contexto, a saudação não é uma despedida trivial (“não vo-la dou como a dá o mundo”), pois Jesus não vai estar ausente. O que Jesus pretende é serenar os discípulos apreensivos e receosos. São palavras destinadas a tranqüilizar os discípulos e a assegurar-lhes que os acontecimentos que se aproximam não porão fim à relação entre Jesus e a sua comunidade. As últimas palavras referidas por este texto (versículos 28-29) sublinham que a ausência de Jesus não é definitiva, nem sequer prolongada. De resto, os discípulos devem alegrar-se, pois a morte não é uma tragédia sem sentido, mas a manifestação suprema do amor de Jesus pelo Pai e pela humanidade.

2. MEDITATIO – meditação
+ A vida de Jesus foi uma vida gasta em favor dos irmãos, numa doação total e radical, até à morte. Os discípulos são convidados a percorrer, com Jesus, esse mesmo “caminho”. É esse “caminho” que eu tenho vindo a percorrer? A minha vida tem sido doação, entrega, dom, amor até ao extremo? Tenho procurado despir-me do egoísmo e do orgulho que impedem a Nova Humanidade de aparecer?
+ O cristão tem de estar atento à voz do Espírito, sensível aos seus apelos; tem de procurar detectar os novos caminhos que o Espírito propõe. Estamos sempre atentos aos sinais do Espírito e disponíveis para enfrentar os seus desafios?
+ Como é que Jesus deixa-nos a sua paz?

3. ORATIO – oração
Agradeça a Deus por ter enviado o Espírito Santo. Peça a Deus para falar com você e mostrar-lhe como ele quer que você responda. Ofereça os seus momentos de receio, de perplexidade e deixe que este Jesus o acalme e lhe mostre o caminho a seguir.

4. CONTEMPLATIO – contemplação
Contemple em quanto Deus o ama e como demonstrou seu amor por você. Maravilhe-se com a maravilhosa promessa da presença continua de Deus.

5. MISSIO - missão
“Se estivéssemos sempre atentos à voz do Espírito, depressa nos tornaríamos santos. Ele opera maravilhas naqueles que o seguem com coragem e generosidade e transforma-os em heróis de santidade, como fez com os Apóstolos. Neles e por meio deles renova a face da terra”. José Allamano


Disponível semanalmente em www.imconsolata.org.br





terça-feira, 4 de maio de 2010

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos - 16 a 23 de maio de 2010

“Vocês são testemunhas dessas coisas” Lc 24,48

Ecumenismo é buscar a unidade entre os cristãos, não necessariamente institucional, mas principalmente em gestos e ações concretas de harmonia, de partilha, de afeto e de solidariedade para com o próximo. Ao celebrarmos neste ano de 2010 o Centenário na Conferência de Edimburgo, somos chamados a ser e dar testemunho de todas essas coisas. É uma alegria reconhecer que o bem está sendo realizado e que a missão dada por Cristo de levarmos a Boa Nova à todas as pessoas está sendo cumprida, por nós e por outros, e que nossas Igrejas são capazes de caminhar juntas promovendo a Paz e a Fraternidade entre todos os povos. 

Agora em 2010, além do Centenário da Conferência de Edimburgo, estamos motivados pela Campanha da Fraternidade Ecumênica, que é mais um sinal concreto da parceria das Igrejas em prol de um mundo melhor. Somos testemunhas dessas coisas e estamos motivados a fazer desta Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos mais um momento importante na vida do movimento ecumênico brasileiro. 

O livreto da SOUC foi adaptado pela Assessoria de Liturgia do CONIC, a partir do original produzido pela Conferência dos Bispos da Escócia, que chegou à sua forma definitiva através de uma comissão convocada pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos da Igreja Católica e pela Comissão para a Fé e Ordem do Conselho Mundial de Igrejas. Agradecemos a todos aqueles que contribuíram nesse processo. Esperamos que a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2010 seja a continuação entusiasmada da missão de diálogo fraterno a que todos nós somos chamados a dar testemunho. O mundo necessita de sinais visíveis de que é possível fazer real, aqui e agora, o Reino de Deus prometido a todas as pessoas de Boa Vontade

Rev. Luiz Alberto Barbosa -Secretário-Geral do CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil) - Fonte: CONIC (www.conic.org.br)

sábado, 1 de maio de 2010

Lectio Divina de Jo 13,31-35 - Amai-vos uns aos outros - 5º Domingo de Páscoa

Por: Patrick Silva

Depois que Judas saiu, Jesus disse: “Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele. Se Deus foi glorificado nele, Deus também o glorificará em si mesmo, e o glorificará logo. Filhinhos, por pouco tempo eu ainda estou convosco. Vós me procurareis, e agora vos digo, como eu disse também aos judeus: ‘Para onde eu vou, vós não podeis ir’. Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois os meus discípulos: se vos amardes uns aos outros”.
João 13, 31-35

1. LECTIO – leitura
Ao se despedir dos seus discípulos, Jesus deixa-lhes em testamento o “mandamento novo”: “amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei”. É nessa entrega radical da vida que se cumpre a vocação cristã e que se dá testemunho no mundo do amor materno e paterno de Deus.

O trecho do evangelho está inserido no contexto da uma ultima ceia de Jesus, na qual se despede daqueles que o acompanharam durante três anos. Jesus lavou os pés aos discípulos (veja Jo 13,1-20) e anunciou a traição (veja Jo 13,21-30); neste contexto, está presente o amor de Jesus (que se faz serviço simples e humilde no lava-pés e que se faz amor que não julga, que não condena, que não limita a liberdade e que se dirige até ao inimigo mortal, na referência a Judas, o traidor). Finalmente, Jesus se despede; suas palavras soam a testamento final. Trata-se de um momento solene.

O trecho apresenta duas partes. Na primeira parte (versículos 31-32), Jesus interpreta a saída de Judas, que vai entregar o “mestre” aos inimigos. A morte é, portanto, uma realidade bem próxima... Jesus explica, na seqüência, que a sua morte na cruz será a manifestação da sua glória e da glória do Pai. O termo grego “doxa” aqui utilizado traduz o hebraico “kabod” que pode entender-se como “riqueza”, “esplendor”. A “riqueza”, o “esplendor” do Pai e de Jesus manifesta-se, portanto, no amor que se dá até ao extremo, até ao dom total. A entrega de Jesus na cruz vai manifestar a toda a humanidade a lógica de Deus e mostrar a todos como Deus é: amor radical, que se faz dom até às últimas conseqüências. Na segunda parte (versículos 33-35) temos, então, a apresentação do “mandamento novo”. Começa com uma expressão (versículo 33a) que mostra a emoção de Jesus. “Amai-vos uns aos outros. Como Eu vos amei, vós deveis também amar-vos uns aos outros”. O verbo “agapaô” (“amar”) aqui utilizado define, em João, o amor que faz dom de si, o amor até ao extremo, o amor que não guarda nada para si, mas é entrega total e absoluta. O ponto de referência no amor é o próprio Jesus (“como Eu vos amei”); os dois episódios precedentes (lava-pés e despedida de Judas) definem a qualidade desse amor que Jesus pede aos seus: “amar” consiste em acolher, em pôr-se ao serviço dos outros, em dar-lhes dignidade e liberdade pelo amor (lavagem dos pés), e isso sem limites nem discriminação alguma, respeitando absolutamente a liberdade do outro (episódio de Judas). Jesus é a norma, não com palavras, mas com atos; mas agora traduz em palavras os seus atos precedentes, para que os discípulos tenham uma referência.

O amor (igual ao de Jesus) que os discípulos manifestam entre si será visível para todos (versículo 35). Esse será o distintivo da comunidade de Jesus. Os discípulos de Jesus não são os depositários de uma doutrina ou de uma ideologia, ou os observantes de leis, ou os fiéis cumpridores de rituais; mas são aqueles que, pelo amor que partilham, vão ser um sinal vivo do Deus que ama. Pelo amor, eles serão no mundo sinal do Pai. A proposta cristã resume-se no amor. É o amor que nos distingue, que nos identifica; quem não aceita o amor, não pode ter qualquer pretensão de integrar a comunidade de Jesus.

2. MEDITATIO – meditação
+ O que é que está no centro da nossa experiência cristã? A nossa religião é a religião do amor, ou é a religião das leis, das exigências, dos rituais externos? Como nos apresentamos ao mundo ao mundo? Com a força do amor ou com a força da autoridade prepotente e dos privilégios?
+ A palavra “amor” é, tantas vezes, usada para definir comportamentos egoístas, interesseiros, que usam o outro, que limitam horizontes, que roubam a liberdade... Mas o amor de que Jesus fala é o amor que acolhe, que se faz serviço, que respeita a dignidade e a liberdade do outro, que não discrimina nem marginaliza, que se faz dom total (até à morte) para que o outro tenha mais vida. É este o amor que vivemos e que partilhamos?
+ Por um lado, a comunidade de Jesus tem de testemunhar, com gestos concretos, o amor de Deus; por outro, ela tem de demonstrar que a utopia é possível e que as pessoas podem ser irmãs. É esse o nosso testemunho de comunidade cristã? Nos nossos comportamentos e atitudes uns para com os outros, os outros descobrem a presença do amor de Deus no mundo?

3. ORATIO – oração
O Salmo 145,8-13 enumera algumas das características de Deus. Deus se revela a cada um de nós. Nós somos sua imagem e semelhança. Agradeça a Deus por isso. Em espírito de oração ofereça estes versículos a Deus. Abra seu coração para Deus e deixe-o falar. Apresente a Deus as suas dificuldades, as suas lutas e escute a sua resposta.

4. CONTEMPLATIO – contemplação
O livro do Apocalipse 2,1-5 nos fala de um “novo céu e uma nova terra”. Considere esta promessa e pense como alcançar isso através do novo mandamento de Jesus.

5. MISSIO - missão
“O amor ao próximo deve estimular-nos pela salvação de todos. Por isso, não sejamos apáticos e indiferentes, mas sedentos de almas, como Jesus. Deus quer que todos se salvem e pede a nossa colaboração”. José Allamano